Um caso de golpe registrado nesta quinta-feira (16) em São Pedro do Ivaí chama a atenção pela forma que está sendo praticado. Criminosas estão utilizando conversas manipuladoras, informações pessoais e até ameaças envolvendo suposta “bruxaria” para intimidar vítimas e conseguir dinheiro e objetos de valor.
Segundo relato recebido pela reportagem, duas mulheres foram até a residência de uma moradora por volta das 12h40, pedindo roupas para doação. A vítima atendeu ao pedido e separou algumas peças. Neste momento, a mulher mais velha saiu com as roupas, enquanto a mais jovem permaneceu na casa.
A situação então mudou de tom. A suspeita passou a dizer que sabia que a moradora tinha dinheiro e começou a pressioná-la. Em seguida, arrancou a aliança do dedo da vítima, afirmando que iria levar o objeto até outra pessoa junto com uma “garrafada”. Ao ser questionada, disse que retornaria e pediu que um café estivesse pronto quando voltasse. “Ela tirou a aliança do meu dedo e quando eu questionei sobre o objeto, ela abriu as mãos e não tinha nada”, contou a vítima, sugerindo que foi feito um truque de mágica.
Assustada, a vítima começou a tremer, momento em que a golpista intensificou a pressão psicológica. Ela afirmou conhecer detalhes da família, citou nomes e disse que “entidades” avisariam caso estivesse sendo enganada. Também mencionou que havia pessoas fazendo coisas ruins contra a vítima e que poderia “benzer” a situação.
Diante do medo, a moradora acabou entregando cerca de R$ 120 em dinheiro. A suspeita ainda perguntou se havia mais objetos de valor na casa. Após a ação, a mulher saiu do local e não retornou.
Imagens de câmeras de segurança de uma residência vizinha mostram a suspeita, que ao perceber que estava sendo filmada, cobriu parcialmente o rosto com o cabelo para dificultar a identificação. Ela usava legging preta, blusa amarelada, tinha cabelo com tom ruivo e carregava uma bolsa preta.
A orientação é para que moradores não permitam a entrada de desconhecidos em casa, evitem fornecer qualquer tipo de informação pessoal e, em situações suspeitas, acionem imediatamente a Polícia Militar. Também é importante alertar familiares, especialmente idosos, que costumam ser os principais alvos desse tipo de abordagem.


