Sete anos após o crime, Ricardo Seidi Shigematsu foi condenado a 23 anos, seis meses e 22 dias de prisão pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O julgamento pelo Tribunal do Júri foi concluído nesta quinta-feira (17), em Maringá.
Durante o julgamento, Ricardo confessou ter matado a própria filha. Ele foi condenado por homicídio qualificado por asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência de gênero, além de ocultação de cadáver, com agravante de violência doméstica, e falsidade ideológica.
A Justiça também determinou o pagamento de uma reparação mínima de R$ 90 mil por danos morais à mãe de Eduarda. Em nota, a defesa de Ricardo informou que acolhe e reconhece a decisão do Conselho de Sentença.
A avó da criança, que tinha a guarda judicial de Eduarda na época dos fatos e respondia por ocultação de cadáver e falsidade ideológica, foi absolvida. O Conselho de Sentença não acolheu a acusação contra ela.
O caso aconteceu em abril de 2019, em Rolândia. Eduarda desapareceu no dia 24, após retornar da escola. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da menina à residência, mas não mostraram sua saída. No dia seguinte, foi registrado um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.
Quatro dias depois, o corpo da criança foi encontrado enterrado nos fundos de um imóvel pertencente à família, após uma denúncia anônima recebida pela Polícia Militar.
Inicialmente, Ricardo afirmou à polícia que havia encontrado a filha morta e, em seguida, escondido o corpo. Posteriormente, laudo da Polícia Científica apontou que a causa da morte foi esganadura, contrariando a versão apresentada pelo pai naquele momento.
Ricardo estava preso desde 2019. O julgamento havia sido adiado anteriormente e foi concluído nesta quinta-feira com a condenação do réu e a absolvição da avó da vítima.
Fonte: TNOnline e NH Notícias
Edição: Canal HP

