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sábado, 6 de novembro de 2021

“Volta pra mim, Ayron”: despedida de menino que morreu em Godoy Moreira foi marcado por desespero



Jamais poderei mensurar a dor de uma mãe, como também de um pai, já que Deus ainda não me deu a oportunidade de viver a paternidade. Porém, no entardecer de sexta-feira (05), em frente aquele salão de madeira, localizado na pequena comunidade do Ferradura, vivenciei uma tristeza sem fim.

Em um ano em que perdi tantas pessoas queridas, dentre elas o meu grande herói, meu papai, ficou difícil vivenciar despedidas. Mas o compromisso com a reportagem nos leva a ter forças, amparado sempre com muitas orações pelos familiares e por nós mesmo, para que as emoções sejam amenizadas.

Sem palavras, quieto e imóvel. Assim fiquei após o Padre Ricardo terminar ã encomendo do corpo aos braços de Deus, e então ouvir aquela mãe em desespero, gritar, chorar e se lançar sobre a urna onde estava Ayron. Eram gritos de profunda dor: “Volta pra mim, Ayron, volta pra mãe”.

Dói escrever esse relato. Parece que aqueles gritos ainda ecoam em meus ouvidos. Gritos de uma mãe que perdeu seu filho em segundos, de forma trágica. Não há tempo para estancar uma dor e aquele sentimento de que poderia ter evitado.

Diante de fatalidades, sempre existem julgadores, pessoas que sempre acreditam que nada de ruim acontece porque são muito cuidadosas. Não adianta ficar parado diante da vida, porque se algo tiver que acontecer, seja boa ou ruim, ele chega até você. Uma tragédia acontece um dia depois da morte do menino e mata uma cantora super famosa. Na mãe que fica, também viverá o questionamento que poderia ter evitado.

Perguntas e questionamentos vão sempre acontecer diante da partida de quem amamos muito. Sempre haverá um “mas tinha que ser assim?”, “mas, por quê?”, “não dá para acreditar”. A realidade da morte tem que ser encarada, independente de como ela acontece. Depois que a pessoa passa pela morte, não temos mais tempo em nossa vida para dizer mais nada.

Faço essa reflexão após duas tragédias tão imensamente doloridas, para que as pessoas possam pensar mais na importância de se viver um dia de cada vez. De poder praticar a empatia e a gratidão todos os dias. Para que as pessoas possam pensar que estamos expostos a viver traumas, tristezas e alegrias a todos instante.

Que possamos orar por essas mães que vão carregar o sentimento de dor até o fim de suas vidas. Que possamos nos colocar no lugar de quem ficou e sofre, sem julgamentos. A vida passa rápido, tudo é muito rápido. Por isso a hora de manifestar o amor e o carinho sempre será agora.

A certeza que temos é que um anjinho voltou ao céu, não há dúvidas. Deus conforte a família que sofre.

Por Herithon Paulista

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