A esposa, a filha e o amante da mulher foram presos suspeitos de envolvimento na morte de José Teixeira da Silva, de 77 anos, ocorrida no sábado (21), em Bandeirantes, no norte do Paraná.
Segundo a Polícia Civil, o idoso, que era acamado, foi morto com um disparo enquanto estava deitado em sua residência. Inicialmente, o caso foi registrado como latrocínio, mas a investigação passou a tratar a ocorrência como homicídio após identificar contradições no relato apresentado pela esposa da vítima.
De acordo com o inquérito, a mulher informou inicialmente que dois homens teriam invadido a residência, atirado contra o marido e fugido levando o carro da família e aproximadamente R$ 15 mil.
Durante as investigações, porém, a Polícia Civil afirmou ter encontrado inconsistências na versão apresentada. Após análise de mensagens no celular da suspeita, ela foi novamente ouvida.
Conforme o delegado Michel Araújo, a mulher confessou ter planejado o crime em conjunto com o amante. Segundo a investigação, ela teria entregue a arma do próprio marido ao homem, deixado as portas da residência abertas e aguardado do lado de fora.
A Polícia Civil também apura a participação da filha. Conforme o depoimento dela, tinha conhecimento havia cerca de um mês de que a mãe pretendia cometer o crime, mas afirmou que não participou da execução e não estava no local no momento do homicídio.
O amante admitiu à polícia que mantinha um relacionamento extraconjugal com a mulher havia cerca de três anos, mas negou ter efetuado o disparo. Ele declarou que teria ido ao local apenas para esconder a arma e retirar o veículo, posteriormente abandonado em uma área de vegetação.
Segundo os depoimentos colhidos pela investigação, a motivação estaria relacionada a conflitos familiares e ao comportamento que mãe e filha atribuíram à vítima, além de uma discussão envolvendo o custeio de um tratamento de saúde.
Os três suspeitos permanecem presos preventivamente por homicídio qualificado após a Justiça negar pedido de liberdade.
Em nota, a defesa dos investigados afirmou que as conclusões da investigação não devem ser tratadas como definitivas e questionou a validade e a voluntariedade das declarações prestadas na delegacia. Os advogados também alegaram que os clientes teriam sido submetidos a pressão durante os interrogatórios.
A defesa informou ainda que seguirá colaborando com a Justiça e pediu respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à presunção de inocência.
Fonte: TNOnline e Polícia Civil do Paraná
Edição: Canal HP



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