O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes, recebeu nesta sexta-feira (13), uma reunião da AMUVI (Associação dos Municípios do Vale do Ivaí) no município, onde um dos principais assuntos discutidos foi a instalação do pedágio na região e os impactos diretos para a população local.
Segundo o prefeito, a situação tem gerado preocupação, principalmente porque a cobrança foi definida em contrato e, neste momento, não há possibilidade imediata de reversão. Diante disso, a mobilização dos prefeitos e autoridades busca alternativas para reduzir os prejuízos à população.
“Mais uma vez estamos buscando ajuda e alternativas para minimizar esse problema que foi imposto para a cidade de Mauá da Serra. É algo que os moradores não querem, mas infelizmente foi contratualizado, e agora precisamos encontrar caminhos para amenizar os impactos”, afirmou Givanildo Lopes.
Durante a reunião, o presidente do DETRAN, Santin Roveda, participou das discussões, com o objetivo de debater possíveis soluções para a realidade do município.
O prefeito explicou que foi realizado um levantamento que identificou cerca de 130 famílias que vivem em localidades como Placa da Vaca, Rio Preto e Gleba Aurora, regiões diretamente afetadas pela praça de pedágio.
Com base nesses dados, o município solicitou que essas famílias sejam isentas da cobrança, ou, no mínimo, tenham desconto de 80% nas tarifas, por serem moradores locais que dependem diariamente da rodovia.
“Essas famílias utilizam a rodovia para deslocamentos básicos do dia a dia. Por isso pedimos que, no mínimo, haja isenção para essa população ou um desconto significativo para moradores da região”, destacou.
Esclarecimento sobre regra das duas horas
O prefeito também comentou sobre a informação divulgada recentemente de que motoristas que passarem pelo pedágio e retornarem em até duas horas pagariam apenas uma tarifa. Segundo ele, a interpretação que circula entre a população não está correta.
De acordo com Givanildo Lopes, a regra funciona apenas para sentido da mesma praça, ou seja, o motorista paga apenas uma vez naquele sentido dentro do período de duas horas. No retorno, porém, a cobrança ocorre normalmente.
“Não é verdade que a pessoa vai e volta em duas horas pagando apenas um pedágio. Ela vai pagar a ida e também a volta. Isso não resolve o problema de quem precisa usar a rodovia todos os dias”, explicou.
Para o prefeito, a região do Vale do Ivaí será impactada, mas Mauá da Serra deve sentir efeitos ainda maiores, devido ao fluxo diário de moradores que dependem da rodovia para trabalhar, estudar ou acessar serviços.
Gestão municipal segue com investimentos
Apesar do debate sobre o pedágio, o prefeito ressaltou que a administração municipal continua avançando em projetos e investimentos na cidade.
Entre as ações previstas estão a construção de casas com recursos próprios do município, obras de pavimentação, construção e revitalização de praças e outras melhorias estruturais.
“A gestão não pode parar por causa de fatores externos. Temos projetos importantes para acontecer, muitos deles com recursos próprios, o que permite mais agilidade na execução”, afirmou.
Givanildo Lopes também destacou que recursos estaduais e federais são importantes, mas geralmente dependem de processos burocráticos e elaboração de projetos, o que pode levar mais tempo.
“Quando o recurso é do próprio município, conseguimos acelerar as obras e dar respostas mais rápidas para a população”, completou.
O prefeito finalizou afirmando que a administração continuará trabalhando para buscar uma solução justa para o pedágio e, ao mesmo tempo, manter o ritmo de desenvolvimento da cidade.