Acadêmicos do curso de Medicina da Fatec Ivaiporã, integrantes da Liga de Patologia, participaram nesta quarta-feira (30) de uma visita técnica ao Instituto Médico Legal (IML) de Ivaiporã, onde conheceram parte do trabalho desenvolvido pela Polícia Científica.
O grupo foi recebido pelo chefe da Unidade de Execução Técnico-Científica, Gustavo Ramos Lima, e pela assessora das chefias, Keila da Silva Back. Durante a atividade, os estudantes receberam informações sobre a Clínica Médico-Legal, responsável por exames em pessoas vivas, e sobre a Tanatologia Forense, relacionada aos exames realizados em cadáveres. A programação não incluiu o acompanhamento de procedimentos com corpos.
Segundo Keila Back, a maior parte da demanda da unidade envolve pessoas vivas. “Entre os serviços estão exames de lesão corporal em vítimas de agressões e acidentes, atendimento e coleta de vestígios em casos de violência sexual e avaliação de alterações da capacidade psicomotora relacionadas ao consumo de álcool ou substâncias psicoativas”, explicou.
Na área de Tanatologia Forense, foram apresentados aos acadêmicos aspectos relacionados às necropsias realizadas para investigar a causa e o mecanismo da morte em ocorrências violentas ou suspeitas. Também foram abordados os métodos utilizados na identificação humana, que podem envolver impressões digitais, estruturas ósseas e características odontológicas, conforme as condições do corpo.
A visita ainda apresentou informações sobre perícias em locais de crime, acidentes de trânsito, incêndios e explosões. O trabalho envolve análise da cena e coleta de vestígios, como impressões digitais, materiais biológicos e marcas de ferramentas.
Os estudantes também receberam orientações sobre sigilo, respeito à intimidade das pessoas atendidas e à dignidade dos mortos e familiares, além das regras de circulação e utilização de equipamentos de proteção.
Para o coordenador do curso de Medicina, Bruno Maschio Neto, a atividade permite relacionar conteúdos estudados em Anatomia, Patologia, Medicina Legal e Ética com a atuação médico-legal. “A proposta é ajudar os acadêmicos a compreender temas como investigação da morte, análise de lesões e identificação humana”, afirmou.
Fonte: Assessoria da Fatec Ivaiporã
Edição: Canal HP

