A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, no Centro de Apucarana, permanece interditada e ainda não tem previsão de reabertura após os danos provocados pelo forte temporal que atingiu a cidade. A principal preocupação é o risco de desabamento de partes do forro do templo.
O temporal provocou o destelhamento da catedral e infiltrações em diferentes pontos da estrutura. O forro da igreja, construído em estuque, absorveu grande quantidade de água e apresentou inchaço, aumentando o risco de desprendimento de partes do teto. Placas de gesso do presbitério também se deslocaram e quebraram.
Apesar dos danos na cobertura e das infiltrações, os vitrais e as pinturas de arte sacra não foram atingidos.
Nos próximos dias, uma equipe especializada de São Paulo deverá realizar uma vistoria técnica para avaliar as condições da edificação e elaborar um diagnóstico sobre a extensão dos danos.
Segundo o cura da catedral e reitor da basílica, padre Valdecir Ferreira, somente após o laudo será possível definir quais intervenções serão necessárias e estimar um prazo para a reabertura.
“Somente a partir do laudo técnico nós poderemos ter a previsão daquilo que será feito posteriormente. Se o laudo técnico apontar um dano estrutural grandioso, nós poderemos passar meses para poder ser refeito isso”, explicou.
A interdição também afetou a programação religiosa. A catedral tinha 37 casamentos agendados entre julho e dezembro e, diante da ausência de uma previsão para conclusão das reformas, algumas celebrações começaram a ser transferidas para outras paróquias de Apucarana.
O temporal também provocou danos na Capela Nossa Senhora do Rocio, no bairro Bela Vista, que teve parte da estrutura comprometida. Diante dos prejuízos registrados na cidade, a Diocese de Apucarana mobilizou suas 62 paróquias, distribuídas por 36 municípios, para auxiliar famílias atingidas.
Fonte: TNOnline
Edição: Canal HP

