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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Deputado Arilson detalha articulação em Brasília que resultou na redução da dívida bilionária de Apucarana

 

A dívida que por mais de três décadas comprometeu o desenvolvimento de Apucarana teve um avanço histórico: redução de cerca de R$ 800 milhões do passivo do município junto à União. O débito, que ultrapassava R$ 1,2 bilhão, foi revisto e reduzido em aproximadamente 63%, resultado de uma articulação política conduzida em Brasília pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT).

Segundo o parlamentar, o trabalho envolveu agendas estratégicas no Ministério da Fazenda e na Advocacia-Geral da União (AGU), com apoio direto de ministros do governo federal.
“Esse é um verdadeiro presente de aniversário para Apucarana. Uma conquista construída de forma coletiva, com diálogo e responsabilidade, junto aos ministros do governo do presidente Lula”, destacou Arilson.

As reuniões ocorreram entre setembro e outubro de 2025 e contaram também com o apoio da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Início das tratativas

De acordo com Arilson, a articulação começou após solicitação do prefeito Rodolfo Mota, que buscava abrir diálogo em Brasília para encontrar uma solução técnica para a dívida histórica.
“Entrei em contato diretamente com os ministros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann para viabilizar as agendas. Em 23 de setembro, realizamos a primeira reunião no Ministério da Fazenda”, relembrou.

Participaram do encontro o prefeito Rodolfo Mota, a deputada federal Lenir de Assis, o vereador Odarlone Orente, além da equipe do ministro Fernando Haddad, representada pelo chefe de gabinete Laio Correia.

Na ocasião, foram apresentadas alternativas legais para a reavaliação do débito, com base em legislações vigentes e novos critérios de juros e correção monetária. A partir disso, o município iniciou a revisão técnica junto ao Banco do Brasil, identificando inconsistências históricas que permitiram a redução expressiva do valor.

Avanço junto à AGU

Em outubro, o deputado também articulou uma nova reunião com a AGU, que contou com a participação do adjunto do Advogado-Geral da União, Júnior Divino Fideles; da procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto; e do chefe de gabinete Cláudio José Silva. Representantes do município e vereadores acompanharam a discussão, que novamente teve como pauta central a dívida de Apucarana.

Para Arilson Chiorato, o resultado comprova a importância da articulação política responsável.
“Esse avanço só foi possível porque houve união, seriedade e compromisso real com Apucarana. Nosso papel foi abrir portas em Brasília, orientar tecnicamente o município e garantir acesso às soluções previstas em lei”, afirmou.

Próximos passos

O deputado ressaltou que o processo ainda terá novas etapas, incluindo a discussão do saldo remanescente da dívida junto à AGU e, posteriormente, o parcelamento, viabilizado pela Emenda Constitucional nº 136/2025.

“É um problema histórico que exige maturidade política. Não é momento de vaidade pessoal, mas de trabalho conjunto para garantir mais investimentos, obras e qualidade de vida para a população de Apucarana”, concluiu.

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