A dívida que por mais de três décadas comprometeu o desenvolvimento de Apucarana teve um avanço histórico: redução de cerca de R$ 800 milhões do passivo do município junto à União. O débito, que ultrapassava R$ 1,2 bilhão, foi revisto e reduzido em aproximadamente 63%, resultado de uma articulação política conduzida em Brasília pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT).
As reuniões ocorreram entre setembro e outubro de 2025 e contaram também com o apoio da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Início das tratativas
Participaram do encontro o prefeito Rodolfo Mota, a deputada federal Lenir de Assis, o vereador Odarlone Orente, além da equipe do ministro Fernando Haddad, representada pelo chefe de gabinete Laio Correia.
Na ocasião, foram apresentadas alternativas legais para a reavaliação do débito, com base em legislações vigentes e novos critérios de juros e correção monetária. A partir disso, o município iniciou a revisão técnica junto ao Banco do Brasil, identificando inconsistências históricas que permitiram a redução expressiva do valor.
Avanço junto à AGU
Em outubro, o deputado também articulou uma nova reunião com a AGU, que contou com a participação do adjunto do Advogado-Geral da União, Júnior Divino Fideles; da procuradora-geral da União, Clarice Costa Calixto; e do chefe de gabinete Cláudio José Silva. Representantes do município e vereadores acompanharam a discussão, que novamente teve como pauta central a dívida de Apucarana.
Próximos passos
O deputado ressaltou que o processo ainda terá novas etapas, incluindo a discussão do saldo remanescente da dívida junto à AGU e, posteriormente, o parcelamento, viabilizado pela Emenda Constitucional nº 136/2025.
“É um problema histórico que exige maturidade política. Não é momento de vaidade pessoal, mas de trabalho conjunto para garantir mais investimentos, obras e qualidade de vida para a população de Apucarana”, concluiu.



