
Foram condenados Lisandro Henrique Hermes e Polion Gomes Reinaux, responsáveis pela intermediação da compra da medicação. As penas totalizam quatro anos, nove meses e cinco dias de prisão, em regime inicialmente fechado. Ambos estão presos desde agosto do ano passado. Um terceiro denunciado no processo foi absolvido.
De acordo com a sentença, em 2024 a Justiça determinou que o Governo do Paraná custeasse a compra do medicamento Danyelza, que deveria ser importado para o tratamento da paciente, diagnosticada com neuroblastoma, um tipo agressivo de câncer. O valor foi liberado, porém a empresa contratada não entregou a medicação conforme o previsto.
A decisão judicial aponta que os réus utilizaram a credibilidade de suas empresas para obter a confiança dos envolvidos e se apropriar indevidamente dos recursos, causando atraso no início do tratamento.
Na sentença, a magistrada destacou que o atraso trouxe consequências relevantes à paciente, que precisou receber medicação para controle da dor enquanto aguardava a chegada do remédio.
Enquanto a Justiça atua para tentar recuperar os valores desviados, o Governo do Estado autorizou uma nova compra emergencial da medicação. A adolescente concluiu a primeira fase do tratamento no fim de 2024, sem resposta significativa. Em 2025, iniciou uma nova etapa do protocolo, mas o quadro de saúde apresentou agravamento.
O processo segue em andamento para cumprimento da sentença e demais providências legais.


