
A Igreja Católica celebra nesta quarta-feira de Cinzas, dia 18, o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa. É um tempo dedicado à oração, ao jejum, à caridade e à conversão do coração, preparando os fiéis para a celebração da ressurreição de Jesus Cristo.
Durante a Quaresma, muitos católicos assumem compromissos de abstinência e mortificação, como deixar de consumir determinados alimentos ou adotar práticas espirituais mais intensas. No entanto, há um ponto importante que nem todos sabem: o domingo não é considerado dia de jejum ou penitência, mesmo durante esse período.
O Padre Chrystian Shankar explica que o domingo possui um significado especial dentro da liturgia da Igreja. “Domingo, seja que tempo for da Igreja, é a Páscoa semanal, é festa. Tanto que a nossa abstinência, as nossas mortificações, são durante a quaresma, que são 40 dias, tirando os domingos. Se você conta com os domingos, dão 45. Então a Igreja já tira o domingo, porque no domingo é dia de festa. É a festa da ressurreição do Senhor, mesmo na quaresma”,
Segundo o sacerdote, o domingo recorda a ressurreição de Cristo e, por isso, é sempre dia de alegria, não de sacrifício. “O domingo não é dia de sacrifício. Ele é dia de alegria. É a nossa Páscoa semanal. Eu não estou comendo doce na quaresma. No domingo, pode comer uma sobremesa. Eu não estou comendo carne na quaresma. No domingo, pode comer um bife. Mas não é só matar a vontade, tem um significado: é o dia do Senhor, o dia em que Ele ressuscitou”, relembra.
Padre Chrystian também ressalta que quem desejar manter a penitência inclusive aos domingos pode fazê-lo, mas isso é uma escolha pessoal, não uma obrigação. “Não há problema nenhum se você quiser fazer a quaresma contínua, pegando também os domingos. Mas não é pecado se no domingo você festeja”.
Assim, enquanto a Quaresma é marcada pelo espírito de reflexão e renúncia, os domingos permanecem como momentos de celebração e esperança, lembrando que a fé cristã é fundamentada na vitória da vida sobre a morte.
Mais do que abrir mão de algo material, a Igreja convida os fiéis a viverem esse tempo com profundidade espiritual, buscando uma verdadeira transformação interior até a chegada da Páscoa.


