Cinco meses após ter o túmulo da filha violado, Tuani Cristina Alves se prepara para realizar um segundo sepultamento da menina, de apenas 7 anos, cujo crânio foi furtado em outubro de 2025, do Cemitério São João Batista, localizado no bairro Forquilhas, em São José.
A criança havia morrido um mês antes, em setembro, após uma longa batalha contra um tumor cerebral. Durante quatro anos, Tuani Cristina Alves, a mãe acompanhou o tratamento da filha contra o câncer, mas a criança não resistiu à doença.
No mesmo dia que o túmulo da menina foi violado, o suspeito foi preso em flagrande e o crânio dela, recuperado. No entanto, a família só poderá enterrá-la novamente nesta semana, cerca de quatro meses após o caso.
Isso porque o crânio que estava com a Polícia Civil e só foi liberado após o delegado Rodolfo Serafim Cabral pedir agilidade no processo, quando assumiu o caso.
“Ficou um mês e meio aqui, numa sala guardada. Já que era um caso já elucidado, que a família sofria muito, foi tomada a iniciativa de encaminhar (o crânio) para a perícia, para que fosse feita a perícia e para que depois o crânio fosse entregue para a família e devolvido para otúmulo, onde não deveria ter saído”, explicou o delegado.
Na perícia, foi confirmado que o crânio pertencia à filha de Tuani por meio de testes de DNA e confirmação de características da menina, como a idade.
Com a parte burocrática resolvida, a angústia da Tuani deve chegar ao fim nesta semana. Cinco meses depois de enterrar a filha pela primeira vez, ela deve realizar um novo sepultamento.
“A gente perde o filho em terra e acredita que já acabou. Mas não, não acabou, porque 49 dias depois aconteceu o crime. E aí, quanto mais vai demorando para a gente é sofrido, como se tivesse perdido ela pela segunda vez, porque sabe que o corpo dela está ali, é o corpo, mas é um pedaço da gente”, lamentou Tuani.
Texto e foto: reprodução/ND Mais, com edição NH Notícias

