Uma ocorrência de violência doméstica foi registrada na noite de domingo (1º), por volta das 19h16, na Rua Três Marias, em Ivaiporã.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada via COPOM após clientes de um estabelecimento comercial relatarem que um homem estaria agredindo uma mulher no local. Ao chegar ao endereço, os policiais presenciaram o momento em que o indivíduo desferiu um tapa e um empurrão contra a vítima, fazendo com que ela caísse ao solo.
Diante da situação de flagrante, a guarnição interveio imediatamente e deu voz de abordagem ao autor, que acatou a ordem. No entanto, como apresentava visível estado de embriaguez e para evitar novas alterações, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal (STF), a fim de resguardar a integridade física de todos os envolvidos.
Em entrevista, a mulher relatou que convive com o agressor há cerca de oito meses e confirmou o desentendimento ocorrido na data. Contudo, ela não soube informar o motivo exato da discussão, também apresentando sinais de embriaguez, como fala desconexa, desordem nas vestimentas e forte odor etílico.
O homem recebeu voz de prisão e foi cientificado de seus direitos constitucionais. Para garantir a segurança e o cumprimento dos procedimentos, foi solicitado apoio de outra equipe policial para realizar o transporte separado das partes.
Durante o deslocamento, a vítima, que estava no banco traseiro da viatura e sem algemas, passou a apresentar comportamento hostil, desacatando os policiais com ofensas e ameaças. Segundo o boletim, ela afirmou que sabia quem eram os agentes e que a situação “seria cobrada”.
Diante do comportamento alterado e da desobediência às ordens legais, a equipe realizou técnicas de controle de contato previstas no manual da PMPR, sendo necessário acomodá-la no compartimento de segurança da viatura. Já na sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar, a mulher continuou exaltada, o que também exigiu o uso de algemas para preservar a segurança no local, novamente com base na Súmula Vinculante nº 11 do STF.
Após a confecção do boletim de ocorrência, ambos foram encaminhados à UPA de Ivaiporã para a realização de laudo de integridade física e, na sequência, apresentados na 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, onde foram adotadas as providências cabíveis.



