A prisão foi solicitada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) após a conclusão das investigações. Segundo o órgão, o caso veio à tona depois de denúncias feitas por mães de alunos, que procuraram as autoridades ao tomarem conhecimento das supostas irregularidades.
O inquérito policial apontou que as educadoras administravam medicamentos às crianças sem prescrição médica ou autorização dos responsáveis, com o objetivo de mantê-las dormindo ou mais “calmas”.
Além da suspeita de sedação, a investigação identificou aplicação de castigos, falhas nos cuidados com higiene e alimentação e a adoção de condutas consideradas degradantes.
De acordo com o Ministério Público, o pedido de prisão apresentado pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, foi embasado em provas como depoimentos, registros de imagens que mostrariam crianças sedadas, compartilhamento inadequado de utensílios e mensagens trocadas entre funcionárias sugerindo aumento na dosagem dos medicamentos.
O MPRS também apontou risco à ordem pública e à instrução do processo, alegando que as investigadas estariam influenciando testemunhas durante a apuração.
As professoras são investigadas por lesão corporal, tortura e possíveis infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva.
Fonte: TN Online
Edição: Canal HP


