Enquanto a população de São João do Ivaí recebe esta semana a notícia de que a Sanepar liberou quase R$ 3,2 milhões para ampliação das obras de esgoto sanitário e da estrutura de captação, um problema antigo continua gerando indignação entre moradores da cidade e também dos distritos: a constante falta de água.
O desabastecimento não é recente e, segundo relatos da população, tem se tornado cada vez mais frequente, prejudicando o cotidiano das famílias. Na noite desta sexta-feira (13), por exemplo, moradores relataram que desde às 16h diversas casas ficaram sem água, situação registrada em bairros como Dona Valda, Alceu Marcos, Residencial Canaã, entre outros pontos do município.
Ao longo dos últimos anos, o Canal HP buscou esclarecimentos junto à Sanepar, mas não há solução definitiva. As respostas, na maioria das vezes, apontam rompimentos de tubulação ou problemas pontuais na rede, mas raramente mencionam qualquer dificuldade relacionada à disponibilidade de água.
Entretanto, fontes informaram ao Canal HP que o poço artesiano do Aquífero Guarani, perfurado anos atrás justamente para garantir o abastecimento da cidade, já não estaria mais conseguindo suprir sozinho a demanda atual de consumo.
Diante desse cenário, a Sanepar estaria planejando retomar a captação de água no Rio Macaco, permitindo que tanto o poço quanto o rio passem a abastecer o sistema, ampliando a capacidade de fornecimento.
A realidade é que a cidade cresceu, novos residenciais surgiram e o número de moradias aumentou, elevando o consumo de água. Porém, a estrutura de abastecimento não acompanhou esse crescimento.
Ao mesmo tempo em que a população reconhece a importância dos investimentos no esgoto sanitário — que representam mais saúde e qualidade de vida —, também cobra que haja prioridade para resolver o problema do abastecimento de água.
Hoje, a Sanepar possui um contrato de aproximadamente 30 anos para gerir o saneamento e o abastecimento no município, sendo responsável pelos investimentos necessários no sistema.
Diante das constantes interrupções no fornecimento, moradores de bairros da cidade e dos distritos pedem que o poder público continue cobrando providências junto à companhia.
A pergunta que ecoa entre a população é simples: até quando o município vai continuar enfrentando falta de água?
Para quem vive a rotina do desabastecimento, a preocupação vai além das obras e anúncios. A população quer algo básico: água para beber, tomar banho e garantir o mínimo necessário para o dia a dia. Sextou, e não temos água na torneira. Até quando?



