
A condenação é resultado da Operação Securus Via, deflagrada em abril de 2024 pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os envolvidos solicitaram e receberam aproximadamente R$ 210 mil em propina de presos. Os valores teriam sido movimentados de forma dissimulada para ocultar a origem ilícita do dinheiro, caracterizando também o crime de lavagem de ativos.
Além do pagamento em dinheiro, os réus teriam obtido vantagens indevidas ao utilizar detentos para realizar reformas em suas próprias residências. Em troca, alguns presos eram beneficiados com transferências e atestados de remição de pena.
Os crimes reconhecidos pela Justiça incluem corrupção, concussão, prevaricação qualificada e lavagem de ativos.
O policial penal foi condenado a 19 anos e 24 dias de reclusão, além de cinco meses de detenção, com perda do cargo público. O agente terceirizado do Departamento de Polícia Penal do Paraná recebeu pena de 14 anos de reclusão e cinco meses de detenção.
O policial militar foi condenado a dois anos, quatro meses e 24 dias de reclusão. Já o ex-detento envolvido no esquema recebeu pena de três anos de reclusão.
Fonte: Bem Paraná
Edição: Canal HP

