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sexta-feira, 6 de março de 2026

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos



Um estudo publicado pelo Instituto Butantan apontou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde em diversas regiões do país.

Durante o período analisado no estudo, nenhuma pessoa vacinada apresentou casos de dengue grave ou precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra formas graves ou infecções com sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, explicou que o resultado reforça a importância da vacina, principalmente por ser aplicada em dose única.

“Vacinas que precisam de duas ou mais doses mostram que muitas pessoas não retornam para completar o esquema. Demonstrar que uma única dose mantém alta proteção é muito importante”, afirmou.


Eficácia por faixa etária

De forma geral, a eficácia do imunizante contra a dengue foi de 65%, mas chega a 77,1% entre pessoas que já tiveram a doença antes de receber a vacina.

Os dados também mostraram diferenças conforme a faixa etária, com maior eficácia entre adolescentes e adultos. Por esse motivo, a Anvisa autorizou o uso da vacina apenas para pessoas entre 12 e 59 anos, embora o imunizante tenha sido testado também em crianças a partir dos dois anos.

Segundo a diretora do Butantan, novos estudos já estão sendo planejados para avaliar a aplicação em crianças e idosos.

Segurança e estudo científico

Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e indicam que a vacina apresentou bom nível de tolerância, sem registros de problemas de segurança a longo prazo.

A pesquisa acompanhou mais de 16 mil participantes, sendo cerca de 10 mil vacinados e quase 6 mil integrantes do grupo de comparação.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, destacou a importância do avanço científico brasileiro.

“É fundamental que o país desenvolva tecnologias próprias, eficazes e seguras. Isso fortalece o Programa Nacional de Imunizações e também abre possibilidade de cooperação com outros países”, afirmou.

De acordo com o Instituto Butantan, a prioridade é garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Após atender a demanda nacional, a instituição pretende negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina.

Fonte: Agência Brasil

Edição: Canal HP


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