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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Bandidos usam nome de advogado e promotor para aplicar golpe em empresário de São João do Ivaí



Moradores do Vale do Ivaí precisam redobrar a atenção diante de um golpe que vem sendo aplicado com frequência. Criminosos estão se passando por advogados e até por promotores de Justiça para convencer vítimas a realizarem pagamentos, usando informações reais e uma abordagem considerada bastante convincente.



Em São João do Ivaí, por pouco o funileiro e cantor Dime Araújo não caiu na fraude. Ele procurou a reportagem do Canal HP nesta sexta-feira (10), para relatar o ocorrido e alertar outras pessoas.


Segundo Dime, o contato foi feito via WhatsApp por um número desconhecido, onde o golpista se passou pelo advogado Wilian Yagui. Na conversa, o criminoso informou que um suposto processo havia sido encerrado com decisão favorável e que havia um valor a ser liberado pela Justiça.


Para dar ainda mais credibilidade à fraude, o golpista utilizou linguagem jurídica, número de processo e até mencionou valores a receber. Em seguida, passou a induzir a vítima a realizar procedimentos para “liberação” do dinheiro.


O caso se torna ainda mais grave porque, segundo Dime, os criminosos também utilizam um segundo número de WhatsApp, tentando se passar pelo promotor da comarca, inclusive usando o nome do profissional, numa tentativa de reforçar a veracidade da história e pressionar a vítima.


A reportagem conversou com o advogado Wilian Yagui, que confirmou se tratar de golpe. Ele esclareceu que não trocou de número e orienta seus clientes a nunca realizarem qualquer tipo de pagamento sem antes confirmar diretamente com ele. “Caso o cliente tenha qualquer dúvida, deve entrar em contato comigo pelo número já conhecido ou procurar o escritório pessoalmente. Não realizo esse tipo de solicitação por mensagens desconhecidas”, reforçou.



Outro ponto importante destacado é que o Ministério Público não realiza contato direto com cidadãos para tratar de valores ou solicitar transferências. Promotores de Justiça não pedem depósitos, nem enviam códigos para liberação de dinheiro.


A recomendação é nunca compartilhar dados pessoais, não realizar transferências e sempre confirmar qualquer informação diretamente com advogados, órgãos públicos ou instituições envolvidas.


A população também pode ajudar denunciando tentativas de golpe às autoridades policiais, contribuindo para evitar que outras pessoas sejam prejudicadas.


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GODOY MOREIRA

FAXINAL

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