O antigo aterro sanitário de São João do Ivaí, atualmente utilizado como estação de transbordo, voltou a ser motivo de preocupação para o poder público.
Atualmente, o local não recebe mais lixo para enterramento. Todo o material coletado na cidade é depositado em containers e encaminhado para Apucarana, na sede da empresa responsável pela destinação final. Apesar disso, o espaço tem sido alvo de práticas irregulares, como invasões e despejo clandestino de resíduos.
Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Zane Barradas, o problema tem se agravado principalmente aos finais de semana. Ela destaca que, mesmo com o portão fechado, pessoas estão acessando o local de forma irregular. “Infelizmente, um problema seríssimo que a gente enfrenta é pessoas que vêm aqui e jogam o lixo pro lado de fora quando o portão está fechado. A gente chega aqui na segunda-feira de manhã, tá um monte de lixo”, relatou.
Além do descarte, há também registros de pessoas entrando no espaço para “garimpar” materiais recicláveis em meio ao lixo orgânico, o que representa risco direto à saúde. “Há pessoas da comunidade vindo até aqui garimpar no meio desse material bem sujo, poluído, contaminado de lixo orgânico. Isso é um problema seríssimo, é um problema de saúde pra própria pessoa”, alertou Zane.
Outro ponto destacado pela secretária é o impacto ambiental causado pelo lixo descartado de forma irregular, que acaba sendo espalhado pelo vento e atingindo áreas rurais próximas. Equipes da prefeitura já chegaram a recolher diversos sacos de resíduos jogados na beira da mata ao lado do local. “Tem viajantes que param embaixo de árvores para almoçar e acabam jogando as marmitas e outros lixos. As pessoas precisam aprender a se responsabilizar por aquilo que produzem”.
A secretária ainda chamou atenção para possíveis prejuízos financeiros ao município, já que o descarte irregular pode resultar em multas aplicadas por órgãos ambientais. “Esse recurso que a prefeitura às vezes tem que ficar pagando multa poderia ser investido em outras coisas”, destacou.
Por fim, a administração municipal informou que medidas estão sendo tomadas para coibir as irregularidades, incluindo a instalação de câmeras de monitoramento no local. O acesso ao espaço é restrito e somente servidores autorizados podem entrar.


