A repercussão da matéria publicada pelo Canal HP, que trouxe à tona a revolta de famílias diante de furtos de peças de bronze em túmulos do Cemitério Municipal de São Pedro do Ivaí, levou a novos esclarecimentos importantes sobre o caso.
O empresário Guilherme Tegone, responsável pela empresa GT Monitoramento — que atua no sistema de câmeras do município — procurou a reportagem para apresentar informações técnicas e contribuir com o entendimento da situação.
Segundo Tegone, o cemitério conta com câmeras com tecnologia inteligente, capazes de registrar movimentações e emitir alertas em tempo real. Após tomar conhecimento dos relatos divulgados, ele realizou uma análise minuciosa das imagens com base no período apontado por funcionários e moradores.
De acordo com o empresário, não foi constatada movimentação suspeita no intervalo citado. “Revisamos as imagens e não há registro de entrada ou saída de pessoas naquele horário. Isso nos leva a acreditar que os furtos podem não ser recentes”, explicou.
A partir dessa análise, surge a hipótese de que os crimes tenham ocorrido em outro momento, e que os familiares estejam percebendo agora a ausência das peças ao visitarem os túmulos. “Temos várias peças recuperadas. Faz tempo que não constatamos movimentação ilícita dentro do cemitério, por conta do monitoramento minucioso. Tem famílias que foram lesadas que estão percebendo só agora ao visitar os túmulos. Estamos a disposição caso alguém queira verificar as peças recuperadas”, destacou.
Tegone também relembrou um episódio anterior de depredação no local, que causou grande preocupação na época. Conforme relatado, um homem com transtornos mentais chegou a permanecer dentro do cemitério e teria sido responsável por danos em túmulos. A situação foi acompanhada por profissionais e, após mobilização, foi possível realizar a internação do indivíduo.
O empresário ainda destacou que, em ações passadas, já houve recuperação de peças de bronze furtadas, porém muitas delas não foram retiradas pelos proprietários, o que pode gerar a impressão de novos furtos.
A orientação é para que familiares que identificarem irregularidades procurem as autoridades e, sempre que possível, comuniquem também os responsáveis pelo monitoramento, para que as imagens possam ser analisadas dentro de um período mais preciso.


