A decisão da Viação Garcia de encerrar linhas de ônibus em diversas regiões do Paraná, incluindo o Vale do Ivaí, tem gerado preocupação e uma série de informações desencontradas entre passageiros. No entanto, de acordo com informações apuradas pelo Canal HP, o impacto em São João do Ivaí é mais limitado do que muitos estão imaginando.
Conforme divulgado em edital do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, a empresa vai suspender 18 linhas intermunicipais a partir de 1º de maio de 2026, medida motivada pela inviabilidade econômica das rotas, com aumento dos custos operacionais e baixa demanda de passageiros. Entre os trechos afetados na região estão ligações como Jandaia do Sul a Ivaiporã, Jandaia do Sul a Barbosa Ferraz e Barbosa Ferraz a Ivaiporã.
A situação gerou forte repercussão nas redes sociais e até preocupação com o possível fim de linhas importantes, como viagens para Curitiba. Porém, segundo o gerente da empresa em São João do Ivaí, Luiz Paganini, parte dessas informações não procede.
Ele explica que, no caso do município, apenas alguns horários específicos serão encerrados. “A única linha da Garcia que paralisou passando por São João é o carro de São João para Barbosa, nos horários de 12h45 e 18h55, e de São João para Jandaia, às 7h50 e 16h40, a partir do dia 1º”, detalha.
Ainda conforme Paganini, outros serviços seguem normalmente. Linhas que ligam São João do Ivaí a Ivaiporã, Jandaia do Sul e Maringá não sofrerão alterações. “Tem gente falando que até a linha de Curitiba não vai existir mais, mas isso não é verdade. Está havendo muita distorção das informações”, reforça.
Outro ponto esclarecido pelo gerente é sobre a linha entre Jandaia do Sul e Ivaiporã. Segundo ele, trata-se de um horário antigo, que já vinha sendo pouco utilizado. “Era um horário tradicional, das 19h30, que foi cancelado. Mas isso não muda a realidade da maioria dos usuários daqui”, afirmou.
Apesar do impacto considerado pontual em São João do Ivaí, o cenário regional ainda preocupa. O próprio governo do estado abriu chamamento público para que outras empresas possam assumir os trechos descontinuados e evitar prejuízos maiores à população, mas até agora não tem novidades.


