Uma confusão registrada no último sábado (25), por volta das 13h00, na Rua Rio Grande do Sul, em Ivaiporã, ganhou repercussão nas redes sociais e foi parar na Polícia Militar como caso de lesão corporal. Novas informações sobre o episódio foram repassadas ao Canal HP nesta quarta-feira (29), incluindo a versão de uma das envolvidas.
De acordo com o boletim da PM, a equipe foi acionada para atender uma situação de agressão. No local, uma mulher relatou que presenciou a amiga sendo agredida com empurrões e socos e, ao tentar intervir, também acabou ferida no rosto e pescoço. Já a outra parte envolvida compareceu posteriormente para apresentar sua versão, alegando um desentendimento antigo relacionado a ponto comercial e provocações entre as partes.
Após a repercussão, a estudante de medicina M.H.S. procurou o Canal HP para relatar o que, segundo ela, realmente aconteceu. Ela afirma que estava fechando a loja de sua mãe (e não um comércio próprio, como chegou a ser divulgado), quando ocorreu a situação. A jovem contou que estava acompanhada do irmão mais novo, uma criança com necessidades especiais, e conversava com uma conhecida na esquina, quando decidiu questionar a outra envolvida sobre supostas filmagens e provocações que, segundo ela, vinham acontecendo há cerca de nove meses.
“Eu já havia fechado a loja da minha mãe e estava com meu irmãozinho, que é especial. Estávamos conversando quando resolvi perguntar, orientada pela minha mãe: ‘o que está acontecendo? Por que você está me filmando?’. Foi nesse momento que ela me empurrou e puxou meu cabelo. Eu nunca reagi antes, sempre fiquei quieta”, relatou.
M.H. afirma que, diante da situação, uma amiga que estava próxima tentou ajudá-la, mas também acabou sendo agredida. “Graças a Deus tinha uma mulher comigo, senão eu teria apanhado mais. Minha amiga também foi agredida, jogada contra um carro. Foram três pessoas contra ela”, alega a estudante.
Maria ainda alegou que um adolescente, filho da outra envolvida, teria participado das agressões. “Ele é menor e pratica jiu-jitsu. A gente gostaria que isso fosse relatado, porque ele bateu muito na minha amiga”, afirmou.
Segundo M.H., toda a situação teria origem em um desentendimento familiar antigo envolvendo sua mãe e a outra parte, relacionado a um ponto comercial. Ela também negou ser empresária, como chegou a ser divulgado. “Quem tem loja é minha mãe. Eu só estava ali ajudando. Isso virou uma história de empresária contra estudante de medicina, mas não é isso”, destacou.
A jovem disse ainda que se sente constrangida com a repercussão e com versões diferentes que circularam publicamente. “Eu nunca tive problema com ninguém, nunca fui em delegacia. A gente está muito magoado com tudo isso”, completou.
Por outro lado, a suposta agressora se apresentou espontaneamente na sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (6ª CIPM) e também registrou sua versão dos fatos. Ela alegou que há cerca de nove meses existe uma rixa entre as partes devido a um ponto comercial e que vinha sendo alvo de provocações, inclusive envolvendo seu filho menor de idade.
O caso agora segue para apuração das autoridades competentes, que deverão analisar os depoimentos e as provas apresentadas por ambas as partes para esclarecer os fatos. A reportagem decidiu não identificar a acusada e nem a amiga de M.H. que foi agredida.
MARIDO DA ACUSADA TAMBÉM RELATOU SUA VERSÃO
A outra parte envolvida na confusão também procurou o Canal HP para apresentar sua versão dos fatos. Segundo J.F., o episódio ocorrido no sábado (25) teria sido resultado de uma série de provocações que, conforme afirma, vêm acontecendo há cerca de oito a nove meses, desde a chegada da família da jovem ao local.
De acordo com o relato, ela estava em sua loja no momento da situação e afirma que a confusão começou quando M.H.S. e outra mulher foram até a frente do estabelecimento. “Eu estava na minha loja, fechando, quando vieram provocar na porta. Inclusive, tenho vídeo que mostra toda a situação”, disse.
J.F. relatou ainda que existe um vínculo familiar indireto entre as partes, o que, segundo ela, fez com que a situação fosse sendo administrada internamente por um período, sem registro formal. “A mãe dela é casada com um tio do meu marido. A gente tentava resolver pela família, para não precisar levar para outros caminhos”, explicou.
Ainda conforme a versão apresentada, no dia do ocorrido, as envolvidas já teriam se aproximado com intenção de provocar. “Elas vieram em duas, pararam na frente da loja e começaram a questionar o que eu estava olhando ou fotografando, sendo que eu estava conversando com meu marido”, afirmou.
J.F. admite que houve contato físico, mas sustenta que sua reação foi para se defender. “Eu empurrei com o intuito de afastar, não de agredir. Depois disso, a amiga dela veio e puxou meu cabelo, então reagi em defesa”, declarou.
Sobre a participação do filho, ela afirmou que o adolescente estava dentro do estabelecimento e saiu ao ouvir a movimentação. “Ele ouviu o barulho, achou que eu estava apanhando e veio me defender. Foi uma reação de proteção”, disse.
A comerciante reforçou que se sente vítima de perseguição e perturbação em seu local de trabalho. “Já faz tempo que venho sendo provocada na porta da minha loja. É uma situação desgastante e que acabou chegando nesse ponto”, completou.
O caso segue sob apuração das autoridades, que irão analisar as versões apresentadas, bem como eventuais imagens e demais provas relacionadas ao ocorrido.



