A denúncia foi aceita pela Justiça após investigação da Polícia Civil do Paraná. Segundo o inquérito, o profissional teria se aproveitado da relação de confiança durante atendimento na rede pública para praticar atos indevidos, alegando que seriam procedimentos para “estímulo da libido”.
Procedimentos sem respaldo médico
De acordo com a investigação, o médico realizou toques íntimos sem justificativa clínica. A perícia também apontou que não houve registro adequado no prontuário, como anamnese ou solicitação de exames, o que reforçou as suspeitas de irregularidade.
Durante o atendimento, o médico ainda teria interrompido a consulta por alguns minutos, deixando a paciente em situação de vulnerabilidade.
Caso foi denunciado após confirmação com especialistas
O fato ocorreu no início de fevereiro, e a denúncia foi formalizada cerca de uma semana depois, após a vítima buscar orientação com outros profissionais de saúde, que confirmaram que os procedimentos não são reconhecidos pela medicina.
No momento da consulta, a mulher estava acompanhada do filho de cinco anos, enquanto o marido aguardava do lado de fora.
Diante da gravidade, o Ministério Público do Paraná solicitou o afastamento cautelar do médico, medida que ainda aguarda decisão da Justiça.
Defesa nega acusações
O médico, que possui cerca de 50 anos de carreira e já foi homenageado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná, responde ao processo em liberdade. Em nota, a defesa nega as acusações e afirma que apresentará sua versão no decorrer do processo.
O Consórcio Intermunicipal de Saúde Amcespar informou que o profissional pediu afastamento temporário e destacou que colabora com as investigações.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem as autoridades. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 ou 181.
Fonte: TN Online
Edição: Canal HP

