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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Laudo aponta que menina encontrada em cova morreu por asfixia



O laudo necroscópico de Maria Clara Aguirre Lisboa, de 5 anos, apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por soterramento, no município de Itapetininga.



De acordo com o exame, havia presença de terra na traqueia da criança, o que indica que ela ainda apresentava sinais vitais no momento em que foi enterrada. O laudo também identificou traumatismo craniano, compatível com agressões anteriores.

O corpo foi localizado no dia 14 de outubro de 2025, enterrado em uma cova rasa e concretada no quintal da casa onde a menina vivia com a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado. Ambos foram presos e confessaram o crime.



Segundo a investigação da Polícia Civil de São Paulo, o corpo estava enterrado havia cerca de 20 dias. A ocultação teria ocorrido dois dias após o crime. O desaparecimento foi denunciado pela avó paterna ao Conselho Tutelar, que já acompanhava a situação da criança.

As apurações indicam que a menina sofria agressões frequentes. O delegado Franco Augusto informou que havia histórico de violência e ameaças dentro do ambiente familiar.



A Justiça marcou para o dia 19 de maio a audiência de instrução do caso, que vai definir se os acusados irão a júri popular. Eles permanecem presos e devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O corpo da criança foi sepultado sem velório, devido ao avançado estado de decomposição.

Fonte: g1
Edição: Canal HP


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