De acordo com o exame, havia presença de terra na traqueia da criança, o que indica que ela ainda apresentava sinais vitais no momento em que foi enterrada. O laudo também identificou traumatismo craniano, compatível com agressões anteriores.
O corpo foi localizado no dia 14 de outubro de 2025, enterrado em uma cova rasa e concretada no quintal da casa onde a menina vivia com a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado. Ambos foram presos e confessaram o crime.
Segundo a investigação da Polícia Civil de São Paulo, o corpo estava enterrado havia cerca de 20 dias. A ocultação teria ocorrido dois dias após o crime. O desaparecimento foi denunciado pela avó paterna ao Conselho Tutelar, que já acompanhava a situação da criança.
As apurações indicam que a menina sofria agressões frequentes. O delegado Franco Augusto informou que havia histórico de violência e ameaças dentro do ambiente familiar.
A Justiça marcou para o dia 19 de maio a audiência de instrução do caso, que vai definir se os acusados irão a júri popular. Eles permanecem presos e devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O corpo da criança foi sepultado sem velório, devido ao avançado estado de decomposição.


