O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores jogadores da história do esporte no país e no mundo. Conhecido como “Mão Santa”, ele passou mal e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu.
Oscar lutava contra um câncer no cérebro desde 2011, quando foi diagnosticado e submetido a cirurgias e diversos tratamentos. Mesmo diante da doença, manteve uma rotina ativa por anos, participando de eventos, palestras e acompanhando de perto o cenário do basquete.
Em 2014, também foi diagnosticado com arritmia cardíaca. Já em 2022, o ex-jogador revelou publicamente que havia decidido interromper o tratamento com quimioterapia, após perder o medo da morte. Na ocasião, afirmou que queria priorizar a vida em família e seu papel como marido e pai.
Casado desde 1981 com Maria Cristina Victorino, Oscar deixa dois filhos, Filipe e Stephanie. Ele também era irmão do apresentador Tadeu Schmidt, da TV Globo, e tio do atleta Bruno Schmidt, campeão olímpico nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016.
Dentro das quadras, construiu uma trajetória histórica. Com 49.737 pontos marcados, foi durante décadas o maior pontuador da história do basquete mundial, sendo superado apenas em 2024 por LeBron James. Pela seleção brasileira, conquistou três títulos sul-americanos, a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987 e o bronze no Mundial de 1978.
Ídolo de gerações, Oscar Schmidt deixa um legado imensurável para o esporte e será lembrado não apenas pelos números impressionantes, mas também pela paixão com que representou o basquete brasileiro.
