O programa social conhecido como Frente de Trabalho, desenvolvido em São João do Ivaí desde a gestão passada, foi reformulado e agora conta com novo formato e critérios atualizados para ampliar o atendimento à população em situação de vulnerabilidade.
O prefeito Fábio Hidek Miura explicou que a principal mudança foi a adequação das exigências do programa à realidade dos participantes, facilitando o acesso e a permanência. Além disse, o programa foi rebatizado como “Mãos que Transformam”.
Segundo Hidek, anteriormente era exigida uma carga de 200 horas de cursos, o que dificultava a participação. “Esse é um programa social que mudou a dinâmica. Antes eram 200 horas de curso, algo praticamente impossível para quem precisa trabalhar, cuidar da casa e ainda se capacitar. Então fizemos essa adequação para atender melhor essas pessoas dentro das exigências legais, reduzindo esta carga horária”, destacou.
Outra novidade é a criação de vagas específicas voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade mais acentuada, como aquelas que estão em processo de recuperação de dependência química, saindo do sistema prisional ou enfrentando dificuldades psicossociais. “Criamos esse espaço com algumas exigências, como estar em acompanhamento terapêutico ou em grupos de apoio”, explicou o prefeito.
Atualmente, o programa conta com cerca de 50 participantes ativos. Somente nesta etapa recente, cinco pessoas foram inseridas por meio dessas vagas específicas. “Nesta quinta-feira [16 de abril] inserimos cinco pessoas no programa e fizemos uma reunião com eles para passar todos os detalhes e fazer o acolhimento”, destacou a assistência social, Rosamar Batista de Moraes da Silva, coordenadora do programa.
A administração também mantém parte das vagas reservadas para situações emergenciais, permitindo atendimento rápido a casos identificados pelos serviços públicos.
O prefeito citou como exemplo uma ocorrência recente, em que uma pessoa em situação de vulnerabilidade foi socorrida, encaminhada para atendimento médico e posteriormente internada para tratamento. “Quando essa pessoa sair e quiser mudar de vida, a Prefeitura estará pronta para dar essa oportunidade, garantindo condições para uma vida digna”, afirmou.
Com as mudanças, a expectativa é tornar o programa mais acessível e eficiente, fortalecendo o caráter social da iniciativa e ampliando as chances de reinserção no mercado de trabalho.

