Um desentendimento envolvendo um atendimento no CRAS de Godoy Moreira terminou com o registro de boletim de ocorrência na Polícia Militar na tarde de quarta-feira (27).
Segundo o boletim, um morador procurou o Destacamento da Polícia Militar por volta do meio-dia, afirmando que havia sido orientado por seu advogado a comparecer ao local para que fosse feita uma ligação entre a equipe policial e o representante jurídico.
Durante o contato por chamada de WhatsApp, o advogado relatou aos policiais que seu cliente havia procurado o CRAS do município para realizar atualização cadastral, em razão de um processo de separação da convivente e mudança de endereço.
Conforme o relato, o advogado entrou em contato telefônico com o CRAS para acompanhar o atendimento do cliente, mas alegou que não conseguiu solucionar as questões apresentadas devido à má qualidade da ligação telefônica. Posteriormente, o atendimento teria continuado via WhatsApp.
Ainda segundo o advogado, houve demora nas respostas, informações consideradas evasivas, falta de identificação dos atendentes e suposta recusa no atendimento presencial ao cliente.
Diante da situação, a equipe policial decidiu ouvir também a versão das profissionais do CRAS envolvidas no atendimento.
Elas informaram aos policiais que o morador e o advogado foram atendidos normalmente e que, inclusive, foi aberta uma exceção para o caso, já que não havia agendamento prévio para atendimento naquele momento.
As servidoras relataram ainda que foi marcado um novo horário para continuidade do atendimento às 13h15 do mesmo dia, inclusive com a possibilidade de atendimento presencial na residência do solicitante, caso ele aceitasse. Porém, segundo elas, houve recusa do morador em acompanhar a equipe até o imóvel.
Sobre a atualização cadastral, as profissionais explicaram que o pedido feito pelo cliente e pelo advogado não poderia ser realizado da forma solicitada, já que ambos os conviventes ainda residiriam na mesma casa, o que seria incompatível com os procedimentos adotados pelo CRAS.
Diante dos fatos, a Polícia Militar confeccionou o boletim de ocorrência, orientou as partes envolvidas e encaminhou o registro para a Delegacia de Polícia Civil de São João do Ivaí para conhecimento e providências cabíveis.


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