Segundo a investigação, a criança sofreu queimaduras no rosto e em uma das mãos após ser atingida com uma colher quente usada como forma de castigo.
O inquérito foi concluído pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. Conforme a polícia, a mãe poderá responder pelo crime de tortura, cuja pena varia de dois a oito anos de prisão.
O caso foi descoberto após funcionários da escola onde a menina estudava perceberem faltas frequentes. Quando retornou às aulas, a criança apresentava queimaduras visíveis pelo corpo.
Inicialmente, a vítima afirmou que os ferimentos teriam sido causados por um acidente doméstico, mas a versão levantou suspeitas por não ser compatível com as lesões apresentadas.
A menina passou por exame pericial e familiares chegaram a reforçar a primeira versão. Porém, durante uma escuta especializada realizada por uma policial civil capacitada em atendimento infantil, a criança revelou que a mãe havia aquecido uma colher e utilizado o objeto para machucá-la após um episódio de desobediência.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi afastada da residência e atualmente recebe acompanhamento assistencial por meio da rede de proteção do município.

