O senador Sergio Moro (PL-PR) anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Paraná durante um evento promovido pelo Partido Liberal (PL) na sexta-feira (29), em Curitiba. O ato contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, e reuniu lideranças políticas de diversas regiões do Estado.
Durante o encontro, também foram apresentadas as pré-candidaturas do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador da República Deltan Dallagnol, filiado ao Novo, para as duas vagas ao Senado Federal que estarão em disputa nas eleições de 2026.
Ao discursar para os apoiadores, Moro destacou o fortalecimento do PL no Paraná e afirmou que a aliança entre PL e Novo deverá se consolidar como uma das principais forças políticas do Estado nos próximos anos.
“Quando eu entrei no PL, falavam que a legenda iria diminuir e ficar pequena. Olha só. Ao final desse ciclo eleitoral, o PL e o Novo vão ser os maiores partidos juntos da coligação do estado do Paraná. Podem ter certeza disso. Nós temos a melhor chapa para o Senado”, declarou.
O senador também fez elogios aos pré-candidatos ao Senado, ressaltando a trajetória política de Filipe Barros e Deltan Dallagnol. Segundo Moro, ambos teriam enfrentado perseguições políticas, mas permaneceram firmes em suas posições.
“Seria muito fácil abraçar o governo Lula, todas aquelas verbas, aqueles favores, tapete vermelho, se qualquer um deles quisesse mudar de lado. Um deles foi caçado. O mandato do Dallagnol foi roubado da população paranaense. Enquanto Filipe foi incluído no inquérito das fake news, mas se manteve firme”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Moro também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordando temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado.
O parlamentar elogiou a atuação de Flávio Bolsonaro em articulações junto ao governo dos Estados Unidos para que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho fossem classificadas como organizações terroristas.
Moro também relembrou sua passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, naquele período foram implementadas medidas mais rígidas de combate à criminalidade, que contribuíram para uma redução nos índices de homicídios.
“Em 2019, eu fui convidado para ser ministro da Justiça e Segurança Pública. Uma das coisas que conversei com seu pai foi que nós precisávamos de um enfrentamento ao crime organizado. Nós adotamos várias políticas públicas mais severas contra a criminalidade. Naquele ano, a taxa de homicídio no Brasil caiu 22%. Foi a maior queda da história”, declarou.
O senador ainda afirmou que alertou Bolsonaro sobre possíveis retaliações de organizações criminosas após operações realizadas contra o crime organizado e disse que passou a integrar uma lista de alvos dessas facções.
“Eu falei: presidente, se você autorizar essa operação, o seu nome vai entrar numa lista, se é que já não estava na lista de retaliação do PCC. Mas ele teve coragem de autorizar aquela operação”, relembrou.
O evento é considerado um dos primeiros movimentos de articulação política visando as eleições de 2026 no Paraná, consolidando o nome de Sergio Moro como pré-candidato ao Palácio Iguaçu e definindo a estratégia eleitoral da aliança entre PL e Novo para a disputa estadual.


