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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Concessionária de pedágio se posiciona após manifestação em Mauá da Serra



Na manhã de quarta-feira (18), moradores de Mauá da Serra participaram de uma manifestação pacífica na praça central do município contra a implantação de pedágio eletrônico (free flow) na BR-376.


O ato reuniu o prefeito Giva Lopes, o presidente da Câmara Luciano Roberto Pinto, vereadores, lideranças locais e o ex-deputado federal Boca Aberta, que declarou apoio ao movimento.


Durante a mobilização, foram colhidas assinaturas para um abaixo-assinado que será encaminhado à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. Segundo os organizadores, a principal preocupação é que a cobrança divida o município e gere impactos diretos para trabalhadores, comerciantes e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.


As lideranças destacaram que o movimento ocorreu de forma ordeira e democrática, com o objetivo de sensibilizar as autoridades responsáveis sobre a necessidade de revisão do projeto.



Resposta da concessionária



Procurada pela reportagem do Canal HP, a concessionária PRVias informou que iniciou a implantação dos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) na BR-376 e na PR-445, nos municípios de Mauá da Serra e Tamarana, respectivamente, após aprovação dos estudos de viabilidade pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


De acordo com a empresa, os locais seguem as disposições previstas no Contrato de Concessão e o sistema deve entrar em funcionamento no primeiro trimestre, após a conclusão dos chamados “trabalhos iniciais”, que incluem melhorias na infraestrutura e na prestação dos serviços operacionais nos primeiros 12 meses do contrato.


A PRVias destacou ainda que os pontos de instalação foram definidos pelo poder concedente após audiências públicas realizadas antes do processo de concessão, e afirmou manter canal aberto de diálogo com lideranças do Poder Público e entidades empresariais desde o início do processo.


A mobilização em Mauá da Serra demonstra que o tema continua gerando debate e preocupação na comunidade, que busca alternativas para minimizar possíveis impactos ao desenvolvimento local e à mobilidade da população. Segundo autoridades e moradores, não existe documento comprobatório da audiência pública que a concessionária afirma ter sido realizada. Com o contrato já assinado, a única intervenção possível é via Governo do Estado. 


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