A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o bolso dos consumidores paranaenses. Nesta quinta-feira (5), distribuidoras de combustíveis iniciaram o repasse de aumentos expressivos aos postos em todo o Paraná, elevando os preços da gasolina e do diesel.
De acordo com representantes do setor, as empresas justificam o reajuste com base na utilização de combustíveis importados em seus estoques e também na alta das cotações no mercado internacional. Com isso, os aumentos têm sido repassados de forma consecutiva aos postos de abastecimento.
No Brasil, os postos são obrigados a comprar gasolina e diesel diretamente das distribuidoras, o que faz com que a velocidade e a dimensão dos reajustes dependam dessas empresas, limitando a capacidade dos revendedores de segurar ou adiar o aumento ao consumidor final.
Segundo o Paranapetro, entidade que representa os postos de combustíveis no Paraná, as distribuidoras costumam agir rapidamente quando há aumento de preços. Já quando ocorre queda no valor do combustível no mercado, o repasse aos postos costuma demorar mais ou não acontece integralmente, situação que, conforme a entidade, é recorrente no setor.
Entre as principais distribuidoras do país estão a Vibra Energia, a Ipiranga e a Shell, empresas representadas pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Juntas, elas concentram cerca de 80% do mercado nacional de distribuição de combustíveis.
O IBP também alerta que o agravamento do conflito no Oriente Médio pode provocar impactos relevantes no mercado global de petróleo e gás. Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente 25% de todo o petróleo exportado no mundo, além de grandes volumes de gás natural provenientes de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.
Caso ocorram bloqueios ou ataques à infraestrutura da região, o fornecimento global pode sofrer interrupções significativas, afetando especialmente grandes economias asiáticas, como China, Índia e Japão.
Especialistas avaliam que, se as tensões persistirem, a tendência é de aumento da pressão sobre os preços internacionais do petróleo e do gás natural, o que pode resultar em novos reajustes nos combustíveis no Brasil nas próximas semanas.
Informações da RIC com edição do Canal HP




