
O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes, recebeu nesta sexta-feira (13), uma reunião da AMUVI (Associação dos Municípios do Vale do Ivaí) no município, onde um dos principais assuntos discutidos foi a instalação do pedágio na região e os impactos diretos para a população local.
Segundo o prefeito, a situação tem gerado preocupação, principalmente porque a cobrança foi definida em contrato e, neste momento, não há possibilidade imediata de reversão. Diante disso, a mobilização dos prefeitos e autoridades busca alternativas para reduzir os prejuízos à população.
“Mais uma vez estamos buscando ajuda e alternativas para minimizar esse problema que foi imposto para a cidade de Mauá da Serra. É algo que os moradores não querem, mas infelizmente foi contratualizado, e agora precisamos encontrar caminhos para amenizar os impactos”, afirmou Givanildo Lopes.
Durante a reunião, o presidente do DETRAN, Santin Roveda, participou das discussões, com o objetivo de debater possíveis soluções para a realidade do município. “Quero que vocês entendam que estou aqui como uma ferramenta do Estado para ajudar nesse processo. Sei da preocupação dos prefeitos e da população, e estou ao lado de vocês nessa discussão. Precisamos construir caminhos com coerência, não apenas no campo político, mas também jurídico, para que possamos buscar alternativas que atendam a população”, afirmou.
O presidente ressaltou que a mobilização regional é importante, destacando que 26 municípios do Vale do Ivaí estão envolvidos no debate, o que fortalece a busca por soluções junto aos órgãos responsáveis. Ele também ponderou que a solução para o impasse pode não ser imediata, mas que o diálogo precisa continuar.
“Não existe uma solução simples ou imediata. É uma batalha que pode ser de médio e longo prazo, mas o importante é manter o diálogo aberto e continuar trabalhando juntos para encontrar alternativas que minimizem os impactos para a população”, concluiu.
O prefeito explicou que foi realizado um levantamento que identificou cerca de 130 famílias que vivem em localidades como Placa da Vaca, Rio Preto e Gleba Aurora, regiões diretamente afetadas pela praça de pedágio.
Com base nesses dados, o município solicitou que essas famílias sejam isentas da cobrança, ou, no mínimo, tenham desconto de 80% nas tarifas, por serem moradores locais que dependem diariamente da rodovia.“Essas famílias utilizam a rodovia para deslocamentos básicos do dia a dia. Por isso pedimos que, no mínimo, haja isenção para essa população ou um desconto significativo para moradores da região”, destacou.
Esclarecimento sobre regra das duas horas
O prefeito também comentou sobre a informação divulgada recentemente de que motoristas que passarem pelo pedágio e retornarem em até duas horas pagariam apenas uma tarifa. Segundo ele, a interpretação que circula entre a população não está correta.
De acordo com Giva, a regra funciona apenas para sentido da mesma praça, ou seja, o motorista paga apenas uma vez naquele sentido dentro do período de duas horas. No retorno, porém, a cobrança ocorre normalmente. “Não é verdade que a pessoa vai e volta em duas horas pagando apenas um pedágio. Ela vai pagar a ida e também a volta. Isso não resolve o problema de quem precisa usar a rodovia todos os dias”, explicou.
Para o prefeito, a região do Vale do Ivaí será impactada, mas Mauá da Serra deve sentir efeitos ainda maiores, devido ao fluxo diário de moradores que dependem da rodovia para trabalhar, estudar ou acessar serviços.
O presidente da Amuvi e prefeito de Rio Branco do Ivaí, Pedro Taborda, também reforçou o apoio da entidade às discussões e destacou que a associação está unida na busca de soluções para reduzir os impactos do pedágio na região.
Segundo ele, a posição da AMUVI é manter o diálogo aberto com o Governo do Estado, órgãos responsáveis e concessionárias, defendendo os interesses da população dos municípios do Vale do Ivaí.
“A AMUVI está acompanhando de perto essa situação e todos os prefeitos estão unidos nesse debate. Sabemos que o pedágio é uma preocupação para toda a região, por isso estamos trabalhando com diálogo, responsabilidade e união para buscar alternativas que amenizem os impactos para a nossa população”, afirmou Pedro Taborda.
O presidente ainda ressaltou que a entidade continuará participando das discussões e defendendo medidas que garantam mais justiça para os moradores que utilizam as rodovias diariamente.
O secretário estadual do Trabalho e Geração de Renda e deputado estadual Do Carmo também se manifestou sobre o tema e reforçou que está ao lado dos municípios do Vale do Ivaí na busca por soluções para os impactos do pedágio.
Segundo ele, a discussão já foi levada para audiências públicas e também para o campo jurídico, demonstrando a mobilização de lideranças políticas em defesa da população.
“Tivemos audiência pública, a população teve voz para expor suas preocupações e eu mesmo assinei, como advogado e deputado estadual, uma ação contra o pedágio. Infelizmente não conseguimos reverter a situação neste momento, mas continuamos firmes nessa luta”, afirmou.
Do Carmo destacou que continuará apoiando os municípios da região e garantiu que seguirá atuando para buscar alternativas que possam amenizar os efeitos da cobrança nas rodovias.
“Não tenho medo de enfrentar esse debate e de defender a nossa região. Sempre coloquei a cara para bater quando foi preciso e continuo ao lado dos prefeitos e da população nessa discussão. Podem contar comigo para seguir nessa batalha em defesa do Vale do Ivaí”.
Presenças
A reunião contou com a presenças de prefeitos, vice-prefeitos, representantes e lideranças regionais e locais.





