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terça-feira, 10 de março de 2026

Segurança presencia assalto violento no PR, não reage e acaba indiciado por roubo



Um vigilante terceirizado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, no norte do estado, foi indiciado por roubo após ser flagrado por câmeras de segurança presenciando um assalto violento e não intervir na situação. A informação foi confirmada pelo delegado André Garcia.

O crime aconteceu no dia 4 de fevereiro, mas o suspeito do assalto foi localizado e preso apenas na sexta-feira (6), quando as imagens da ocorrência passaram a circular.

As identidades dos envolvidos não foram divulgadas pela polícia.


O que mostram as imagens

A gravação mostra a vítima, um jovem de 25 anos, parada no estacionamento de motos do campus. Por volta das 18h26, o assaltante pulou nas costas dele e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, imobilizando o rapaz.

Com a vítima no chão, o criminoso conseguiu roubar a mochila que continha um celular.

Durante a ação, o vigilante se aproxima e permanece parado na calçada observando a agressão. Em determinado momento, ele parece chamar alguém à distância, mas não interfere na situação e se afasta quando a vítima e o suspeito saem correndo.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, a vítima havia anunciado o celular para venda na internet e negociava com uma suposta compradora. O encontro para a entrega foi marcado no campus da universidade, por acreditar que seria um local seguro.

No entanto, ao chegar ao ponto combinado, o jovem foi surpreendido pelo criminoso, de 23 anos, que realizou o ataque.

Após investigação, o suspeito foi identificado e preso preventivamente. Durante o interrogatório, ele confessou o crime.

Vigilante também foi investigado

Após ter acesso às imagens, a Polícia Civil passou a investigar também a conduta do vigilante. Ele foi chamado para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

De acordo com o delegado André Garcia, o inquérito levou em consideração a Lei nº 14.967/2024, que estabelece que profissionais de segurança privada devem atuar seguindo princípios de proteção à vida, dignidade humana e interesse público.

Segundo o delegado, a omissão do vigilante contribuiu para que o crime acontecesse.

“Quando ele deixa de cumprir uma obrigação legal de proteção, isso caracteriza uma omissão penalmente relevante”, explicou Garcia.

Próximos passos

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), que irá avaliar se oferece denúncia contra os investigados.

Em nota, a Unespar informou que o vigilante é funcionário terceirizado e foi afastado das funções após o caso vir à tona. A universidade também afirmou que colaborou integralmente com as investigações e encaminhou as imagens às autoridades policiais.

Fonte: g1 Paraná

Edição: Canal HP


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