Pacientes atendidos no Centro de Saúde Dr. Carlos Henrique Hawthorne, em Ivaiporã, passaram a contar com um sistema de senhas para organizar o atendimento na recepção da unidade. A iniciativa foi implantada por acadêmicos do curso de Medicina da Fatec Ivaiporã.
O projeto, intitulado “Sistema de Senhas e Classificação de Risco: otimizando o atendimento no Centro de Saúde”, foi desenvolvido pelos alunos do 3º período dentro da disciplina de Projeto Integrador, sob orientação do professor Abel Felipe Freitag.
Segundo o professor, a ideia surgiu após a observação da rotina da unidade de saúde. “O fluxo de atendimento precisava ser organizado em relação à ordem de chamada dos pacientes”, explicou.
Os acadêmicos pesquisaram modelos já utilizados em outros ambientes de atendimento ao público e conduziram a implantação do sistema no Centro de Saúde, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.
O acadêmico Caio Piccinato contou que o projeto começou ainda no início do primeiro ano da graduação. “Fizemos questionários antes e depois do projeto para avaliar o impacto entre os pacientes”, relatou, destacando que muitos elogiaram a possibilidade de aguardar sentados.
Outro integrante do projeto, Marlon Tsechuk, afirmou que a principal preocupação do grupo era criar algo útil para a população. “Percebemos que havia cadeiras disponíveis, mas muitas pessoas permaneciam em pé para não perder a vez. Então pensamos no sistema de senhas com painel eletrônico”, comentou.
Parte do projeto, incluindo dispenser e painel eletrônico, foi custeada pelos próprios estudantes. Depois da implantação, a Prefeitura passou a realizar a reposição dos materiais utilizados.
Para a acadêmica Raquel Teixeira, o retorno da população foi imediato. “O paciente pega a senha e acompanha a ordem de chamada pelo painel. O feedback foi muito positivo”, afirmou.
O coordenador do curso de Medicina, Bruno Maschio Neto, destacou que o acolhimento ao paciente vai além do atendimento clínico. “Também envolve organização, conforto e respeito. Foi uma mudança simples, mas perceptível para quem utiliza o Centro de Saúde”, observou.

