É no Núcleo de Práticas Agronômicas da Fatec Ivaiporã, que acadêmicos do curso de Agronomia produzem hortaliças. Do preparo dos canteiros à colheita, a horta se tornou um espaço de aprendizado onde os acadêmicos testam técnicas de cultivo, avaliam resultados e enfrentam desafios semelhantes aos encontrados nas propriedades rurais da região.
A atividade integra as disciplinas de Estágio Curricular Supervisionado I e II e envolve acadêmicos do 2º e 3º períodos. Durante a semana, os acadêmicos recebem orientações sobre planejamento, manejo e condução dos cultivos. Aos sábados, participam das atividades de campo, colocando em prática o que foi discutido em sala de aula.
Segundo o professor e orientador das disciplinas, Matheus Vinicius Oliveira Brunk, o objetivo é proporcionar uma experiência que vai além dos conteúdos teóricos. “Os acadêmicos organizam o cultivo, definem o que será feito e recebem as orientações necessárias. Depois vão para o campo executar aquilo que planejaram e acompanhar os resultados. Nesse momento conseguem entender melhor a realidade da produção agrícola”, explicou Matheus Brunk.
Produzir não é fácil
Cada grupo desenvolve experimentos relacionados a diferentes formas de cultivo, espaçamentos, adubação, produtividade e estratégias de controle de pragas. “Muitos ficam surpresos. Produzir alface não é fácil. Mas os acadêmicos percebem que cada cultura exige cuidados específicos. Quando uma recomendação técnica não é seguida corretamente, os resultados aparecem na lavoura”, contou Matheus Brunk.
Além da produção, os acadêmicos acompanham outras etapas da cadeia produtiva. Parte das hortaliças cultivadas é comercializada no pátio da Fatec Ivaiporã. Os produtos são vendidos por R$ 5,00 para acadêmicos, professores e colaboradores. A comercialização também integra o processo de formação. O valor obtido é destinado ao caixa do curso e utilizado posteriormente em atividades acadêmicas e eventos promovidos pelas turmas.
Matheus Brunk disse que os acadêmicos acompanham perdas causadas pelo clima, dificuldades de manejo e a necessidade de entregar um produto de qualidade ao consumidor – o que faz com que entendam melhor o processo produtivo.
Segundo a coordenadora do curso de Agronomia, Silmara Pietrobelli, a atividade contribui para a formação técnica dos acadêmicos. “No final de cada semestre, os acadêmicos apresentam os resultados dos experimentos em um dia de campo realizado no Núcleo de Práticas Agronômicas”, disse a coordenadora.
A horta segue princípios de base agroecológica. Embora não possua certificação orgânica, o manejo prioriza métodos alternativos de controle, como armadilhas e caldas naturais. O uso de produtos químicos ocorre apenas quando necessário e conforme recomendações técnicas para cada cultura.





