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terça-feira, 2 de junho de 2026

Empresa descobre atestado falso criado com IA e demite funcionário



O uso de inteligência artificial para criar documentos falsos começou a gerar consequências no ambiente de trabalho. Em Santa Catarina, um funcionário foi demitido por justa causa após uma empresa descobrir que o atestado médico apresentado por ele era falso e possivelmente produzido com auxílio de tecnologia digital.



O caso aconteceu em Tijucas e chamou atenção pela forma como a fraude foi identificada.


Apesar de o documento ter aparência semelhante à de um atestado verdadeiro, a empresa decidiu confirmar as informações diretamente com a clínica citada no documento.


Durante a verificação, a unidade de saúde informou que não existia qualquer registro de consulta em nome do trabalhador e que o médico mencionado não realizou o atendimento descrito no atestado.


Após a confirmação da fraude, o funcionário foi desligado da empresa.


Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a apresentação de documentos falsos pode ser enquadrada como ato de improbidade e mau procedimento, situações que permitem a demissão por justa causa.


Nesses casos, o trabalhador perde direitos como aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS e acesso ao seguro-desemprego.


Além das consequências trabalhistas, o caso também pode gerar responsabilização criminal.



O uso de documento falso prevê pena de dois a seis anos de prisão, além de multa. Caso seja comprovado que o próprio funcionário produziu o documento adulterado, ele também poderá responder pelo crime de falsificação de documento particular.


A irregularidade foi descoberta após uma simples conferência das informações junto à clínica indicada no documento.


Texto e foto: reprodução/Massa News, com edição NH Notícias
Edição: Canal HP


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