Segundo familiares, Maria do Carmo passou a manhã em atividades voluntárias na Igreja Nossa Senhora Aparecida. Após retornar para casa e almoçar com os filhos, ela se deitou para descansar. Mais tarde, levantou-se, tomou água e foi até a varanda, quando sofreu um mal súbito e caiu.
A filha, Adriana de Oliveira Roriz, de 42 anos, contou que ouviu um barulho e correu para verificar o que havia acontecido, juntamente com o irmão.
“Corremos lá para fora e vimos ela caída”, relatou.
Ao ver a mãe desacordada, Anderson ficou profundamente abalado. Segundo a irmã, ele disse que não suportava vê-la naquela situação, entrou na sala e começou a sentir falta de ar, pedindo por oxigênio. Vizinhos perceberam a movimentação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Durante os atendimentos, os socorristas passaram a prestar assistência também a Anderson, mas os dois não resistiram.
Conforme a família, Anderson sofreu um infarto às 15h10. Dez minutos depois, às 15h20, Maria do Carmo também faleceu. “Essa foi a tragédia da minha vida”, desabafou Adriana.
Anderson tinha histórico de hipertensão arterial. Já Maria do Carmo apresentava problemas cardíacos e havia sofrido um infarto e um Acidente Vascular Cerebral (AVC) anos antes, além de aterosclerose sistêmica. Segundo o atestado de óbito, a causa da morte da idosa foi edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca.
O caso gerou grande comoção entre familiares, amigos e membros da comunidade religiosa da qual Maria do Carmo participava.

