De acordo com o boletim de ocorrência, Nicolas e a namorada, uma adolescente, são suspeitos de colocar veneno na comida da vítima durante meses. A investigação aponta que, diante da demora para que o plano surtisse efeito, o casal teria passado a discutir outras formas de cometer o crime.
A suspeita veio à tona depois que Margarida dos Santos Moussa, irmã de Aparecida, teve acesso ao celular de Nicolas durante uma discussão envolvendo movimentações financeiras consideradas suspeitas nas contas da vítima.
Ao verificar mensagens no WhatsApp, ela encontrou conversas que, segundo a investigação, indicariam que Nicolas e a namorada discutiam o uso de veneno para ratos e veneno para formigas na alimentação de Aparecida e do companheiro dela, Wescley Correa Bandeira.
Conforme depoimentos prestados à polícia, Aparecida vinha apresentando dores abdominais, vômitos e mal-estar havia cerca de um mês. O companheiro dela também relatou sintomas semelhantes, incluindo diarreia intensa e sangramento nas fezes.
Após a denúncia, os dois foram encaminhados ao Hospital Anjo Gabriel, onde receberam atendimento médico devido à suspeita de envenenamento.
Durante o interrogatório, Nicolas admitiu ter colocado veneno para formigas na comida da mãe e do padrasto, mas negou ter usado chumbinho. Ele também afirmou que a ideia do crime teria partido da namorada.
O jovem ainda confessou ter realizado movimentações financeiras indevidas utilizando cartões bancários da mãe.
De acordo com a investigação, a adolescente, que está grávida de sete meses, teria incentivado Nicolas a cometer o crime para que o casal pudesse viver sem interferências da família. Ela foi ouvida na presença de um responsável legal e poderá responder por ato infracional equivalente aos crimes investigados.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: TNOnline e NH Notícias
Edição: Canal HP

