Quando chega a época da colheita do milho, é comum ver pessoas visitando lavouras para pegar algumas espigas verdes. Porém, uma coisa é certa: se a pessoa não pediu autorização ou não teve o consentimento do proprietário da terra, a prática pode caracterizar o crime de furto. Ainda assim, muitos produtores acabam relevando a situação quando não há exageros.
Mas o que acontece quando o furto ocorre em uma lavoura pronta para a colheita? Essa é uma situação que tem gerado indignação entre os proprietários de um sítio localizado na Água do Sabiá, próximo a São João do Ivaí.
Há vários dias, funcionários da propriedade pertencente ao empresário conhecido como Rainha do Posto perceberam que a quantidade de milho na lavoura estava diminuindo e alertaram o proprietário. Após realizarem uma vigília para descobrir o que estava acontecendo, os produtores conseguiram identificar que as mesmas pessoas estariam frequentando o local para furtar milho repetidamente.
Indignados, os proprietários procuraram a reportagem para relatar o caso e tentar conscientizar a população sobre a gravidade da situação.
“A pessoa pegar algumas espigas para consumir, a gente até releva. Mas o que está acontecendo aqui é um absurdo. Nós investimos na lavoura, trabalhamos para produzir e colher o milho, porém tem gente colhendo antes de nós, de forma descarada. Isso é crime e agora sabemos quem está fazendo. Queremos apenas que parem, para não ser necessário envolver a polícia”, destacou o produtor.
O caso gera indignação legítima, diante do desrespeito à propriedade alheia. O produtor investe recursos, trabalho e tempo para desenvolver a lavoura, enquanto terceiros se apropriam da produção como se isso não fosse errado.


