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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Primeira paciente do Paraná recebe coração artificial pelo SUS


Uma moradora de São José dos Pinhais se tornou a primeira paciente paranaense a receber um coração artificial por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, passou pelo procedimento no dia 12 de maio, em Hospital Sírio-Libanês, após enfrentar um quadro grave de insuficiência cardíaca.

O implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 foi viabilizado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). Após a cirurgia, Andressa permaneceu internada em São Paulo até o dia 20 de maio e, posteriormente, foi transferida por UTI aérea para o Hospital do Rocio, onde concluiu a recuperação pós-operatória e recebeu alta no dia 29 de maio.


A paciente sofria de insuficiência cardíaca grave, com comprometimento progressivo da função do ventrículo esquerdo, responsável por bombear o sangue para o organismo. Segundo a equipe médica, ela não poderia ser submetida a um transplante convencional devido a uma incompatibilidade imunológica com praticamente todos os possíveis doadores.


O problema teve início após complicações durante a gestação do quinto filho, em 2024. Andressa foi atendida inicialmente no Hospital Angelina Caron, onde permaneceu em tratamento até fevereiro de 2025. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital do Rocio para acompanhamento especializado.


De acordo com a coordenadora da Secretaria de Transplantes do Hospital do Rocio, Aline Möckel, exames apontaram que a paciente possuía um painel imunológico de 99%, tornando inviável um transplante cardíaco tradicional devido ao alto risco de rejeição imediata do órgão.


Diante desse cenário, o coração artificial passou a ser a única alternativa terapêutica para garantir a sobrevivência da paciente.


Em depoimento, Andressa relatou as dificuldades enfrentadas após o nascimento do filho. Segundo ela, o estado de saúde era tão debilitado que não conseguia realizar tarefas simples, como segurar o bebê no colo ou trocar uma fralda, dependendo constantemente da ajuda do marido e dos demais filhos.

O caso é considerado um marco para a saúde pública do Paraná e representa um importante avanço no acesso a tecnologias de alta complexidade por meio do SUS.


Texto e foto: reprodução/AENPR, com edição NH Notícias
Edição: Canal HP


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