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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Viúva de policial relata dívida de quase R$ 1 milhão causada por vício em apostas



A enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão, moradora de Goiânia, publicou um vídeo nas redes sociais para alertar sobre os riscos do vício em apostas esportivas. No relato, ela contou que descobriu uma dívida de quase R$ 1 milhão deixada pelo marido, o policial militar Danilo Lopes Negrão, após a morte dele, em setembro de 2023.

Segundo Raquel, o endividamento foi provocado pelo vício do marido em apostas esportivas, transtorno conhecido como ludopatia. O problema teria começado durante a Copa do Mundo de 2022.

Para sustentar as apostas e tentar cobrir prejuízos, Danilo contraiu empréstimos com bancos, amigos e agiotas. A família, conforme a viúva, não tinha conhecimento da gravidade da situação.

A descoberta do valor total da dívida ocorreu dias após a morte do policial. Ao acessar o computador do marido, Raquel encontrou uma planilha com a relação de credores. Segundo ela, muitas pessoas emprestavam dinheiro por confiarem na honestidade de Danilo, que conseguiu esconder o transtorno de quase todos ao redor.

A viúva relatou ainda que o acúmulo das dívidas levou o policial a enfrentar um quadro depressivo. Ele chegou a buscar terapia por incentivo da família, mas, segundo Raquel, faltava às consultas e não revelava o vício em apostas aos profissionais de saúde.

Desde a morte do marido, Raquel afirma enfrentar desgaste emocional e financeiro. Ela contou que precisou assumir integralmente as despesas domésticas durante o período em que Danilo lidava com o vício e, depois do falecimento, passou a receber cobranças e ameaças de credores.

Quase três anos após a perda, a enfermeira ainda lida com os impactos da dívida. Segundo ela, a casa onde a família mora está bloqueada em razão de processos judiciais relacionados às cobranças.

O caso chama atenção para os riscos do endividamento ligado aos jogos de azar e às apostas esportivas. Atualmente, o mercado regulamentado no Brasil exige que plataformas legalizadas ofereçam ferramentas de autoexclusão, além de mecanismos para bloqueio do CPF em sites de apostas autorizados.

Em casos de compulsão por apostas, a orientação é buscar ajuda especializada e apoio familiar.

Fonte: TNOnline

Edição: Canal HP

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