Segundo Raquel, o endividamento foi provocado pelo vício do marido em apostas esportivas, transtorno conhecido como ludopatia. O problema teria começado durante a Copa do Mundo de 2022.
Para sustentar as apostas e tentar cobrir prejuízos, Danilo contraiu empréstimos com bancos, amigos e agiotas. A família, conforme a viúva, não tinha conhecimento da gravidade da situação.
A descoberta do valor total da dívida ocorreu dias após a morte do policial. Ao acessar o computador do marido, Raquel encontrou uma planilha com a relação de credores. Segundo ela, muitas pessoas emprestavam dinheiro por confiarem na honestidade de Danilo, que conseguiu esconder o transtorno de quase todos ao redor.
A viúva relatou ainda que o acúmulo das dívidas levou o policial a enfrentar um quadro depressivo. Ele chegou a buscar terapia por incentivo da família, mas, segundo Raquel, faltava às consultas e não revelava o vício em apostas aos profissionais de saúde.
Desde a morte do marido, Raquel afirma enfrentar desgaste emocional e financeiro. Ela contou que precisou assumir integralmente as despesas domésticas durante o período em que Danilo lidava com o vício e, depois do falecimento, passou a receber cobranças e ameaças de credores.
Quase três anos após a perda, a enfermeira ainda lida com os impactos da dívida. Segundo ela, a casa onde a família mora está bloqueada em razão de processos judiciais relacionados às cobranças.
O caso chama atenção para os riscos do endividamento ligado aos jogos de azar e às apostas esportivas. Atualmente, o mercado regulamentado no Brasil exige que plataformas legalizadas ofereçam ferramentas de autoexclusão, além de mecanismos para bloqueio do CPF em sites de apostas autorizados.
Em casos de compulsão por apostas, a orientação é buscar ajuda especializada e apoio familiar.
Fonte: TNOnline
Edição: Canal HP

