Acadêmicos do curso de Agronomia da Fatec Ivaiporã desenvolveram um fungicida natural à base de alho para auxiliar no manejo preventivo de doenças foliares em tomateiros.
O projeto, denominado Folha Viva, foi criado pelos estudantes Ângelo Gabriel de Freitas, Eduardo das Neves Ricken, Gabriel de Lima Silva, João Pedro Defendi Molina, Kauan Ronsoni e Larissa Nack Vicentin, sob orientação da professora Silmara Pietrobelli.
A proposta surgiu da busca por uma alternativa de baixo custo para o enfrentamento de doenças como pinta-preta, septoriose e requeima.
Segundo Ângelo Freitas, o grupo aproveitou o potencial antifúngico do alho, que possui compostos naturais, como a alicina, capazes de dificultar o desenvolvimento de fungos responsáveis por doenças na cultura do tomate.
Para avaliar o produto, os acadêmicos realizaram um experimento em uma estufa localizada em Lidianópolis. Foram aplicados cinco tratamentos com diferentes concentrações do fungicida.
“Durante cerca de dois meses, acompanhamos o desenvolvimento das plantas, observamos sintomas nas folhas e comparamos os resultados”, explicou Eduardo Ricken.
De acordo com Gabriel Silva, as plantas que receberam aplicações mais concentradas do Folha Viva, com dosagens de 75% e 100%, apresentaram folhas mais preservadas, menor incidência de lesões, maior vigor e melhor desenvolvimento dos frutos.
Os resultados foram comparados com plantas que não receberam o produto ou foram tratadas com concentrações menores.
O grupo também realizou atividades de extensão com produtores de tomate de Lidianópolis. Durante as visitas, os acadêmicos apresentaram o projeto, explicaram os resultados e entregaram amostras acompanhadas de orientações sobre preparo, aplicação e cuidados de uso.
“O contato com os agricultores permitiu discutir os desafios enfrentados nas lavouras e mostrar que a pesquisa acadêmica pode contribuir com soluções práticas”, afirmou João Molina.
O projeto conquistou o terceiro lugar na Rodada de Negócios promovida pela Fatec Ivaiporã, reconhecimento que destacou o potencial da proposta em relação à inovação, aplicabilidade e impacto para o setor agrícola.
“Ver um projeto que começou em sala de aula despertar o interesse dos produtores mostrou que a pesquisa faz sentido quando consegue chegar ao campo”, destacou Kauan Ronsoni.
Segundo Larissa Vicentin, o objetivo foi desenvolver uma alternativa voltada principalmente a pequenos e médios agricultores, reunindo simplicidade, baixo custo e responsabilidade ambiental.
“O resultado nos incentiva a continuar pesquisando e buscando soluções que façam diferença para a agricultura no Vale do Ivaí”, declarou.
Fonte: Fatec Ivaiporã
Edição: Canal HP

