Uma discussão envolvendo um contrato para construção de um muro mobilizou a Polícia Militar na Rua Palotina, no Jardim Alvorada, em Ivaiporã, após uma briga em via pública.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe foi acionada para atender uma situação de vias de fato e, ao chegar ao local, encontrou uma aglomeração de pessoas e os envolvidos com os ânimos exaltados. Após conter a situação, os policiais ouviram as versões apresentadas pelas partes.
O contratante do serviço relatou que contratou um pedreiro para construir um muro e adiantou R$ 1.200, parte em dinheiro e parte em carne. Segundo ele, o prestador realizou apenas uma valeta e deixou a obra sem conclusão. Posteriormente, teria solicitado mais R$ 480, alegando dificuldades financeiras para pagar o aluguel, valor que também foi pago, mas, conforme o contratante, o trabalhador voltou a desaparecer.
Ainda conforme seu relato, ao encontrar o prestador nesta segunda-feira (6), foi até a residência dele para cobrar a conclusão do serviço ou a devolução do dinheiro. Durante a discussão, o prestador teria batido a porta de um veículo contra sua perna, causando dor, e corrido em direção a um terreno baldio. Temendo que ele buscasse um facão, o contratante afirmou ter pegado um pedaço de madeira para se defender.
O boletim registra ainda que, antes da chegada da polícia e na presença de testemunhas, o prestador teria ameaçado o contratante por diversas vezes, dizendo que iria “dar um tiro no meio da testa”.
Já o prestador de serviço apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que o valor total da obra era de R$ 3 mil e que havia recebido apenas R$ 500 em carne como adiantamento. Também declarou que o contratante tentou entrar em sua residência para cobrá-lo e que apenas fechou a porta do veículo para se defender, negando ter feito qualquer ameaça.
O trabalhador ainda informou que suas ferramentas de trabalho ficaram retidas na residência do contratante e manifestou interesse em recuperá-las.
Como ambas as partes demonstraram interesse em resolver o conflito de forma pacífica e foram preenchidos os requisitos legais, elas foram encaminhadas à sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar para a lavratura do Termo de Compromisso e do boletim de ocorrência. Em seguida, foram liberadas, e o caso seguirá os trâmites previstos na legislação.

