O Paraná deve enfrentar um período de chuvas acima da média histórica nos próximos meses por influência do fenômeno El Niño, que atua no Oceano Pacífico Equatorial. A previsão é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), com base em dados atualizados de centros internacionais de monitoramento climático, entre eles a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Segundo a nota técnica divulgada pelo Simepar, o fenômeno deve ganhar intensidade durante o inverno de 2026, atingindo seu pico entre a primavera e o verão de 2026/2027. Os estudos apontam mais de 80% de probabilidade de que o El Niño alcance intensidade forte a muito forte.
Embora todas as regiões do Estado tenham previsão de registrar volumes de chuva acima da média, os maiores impactos devem ocorrer no Oeste e no Sudoeste paranaense, principalmente nas áreas próximas à bacia do Rio Iguaçu. Nessas regiões, a diferença entre os volumes esperados e a média climatológica tende a ser mais significativa.
O levantamento também indica que as regiões Noroeste e Central deverão receber acumulados elevados de chuva, porém em menor intensidade. Já a Região Metropolitana de Curitiba, os Campos Gerais, o Norte e o Litoral também devem registrar precipitações acima do normal, mas com impactos menos expressivos.
Além do aumento das chuvas, o Simepar alerta para a possibilidade de temporais mais frequentes. Em episódios de El Niño intenso, há maior formação de sistemas meteorológicos capazes de provocar chuva forte em curto espaço de tempo, descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo.
Durante o inverno, o cenário mais úmido pode reduzir os períodos de estiagem característicos da estação. Na primavera, quando os efeitos do El Niño costumam ser mais intensos na região Sul do Brasil, aumentam os riscos de inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos de terra.
Apesar das projeções para os próximos meses, o Simepar ressalta que o monitoramento das previsões de curto prazo continua sendo fundamental, já que a ocorrência de eventos extremos depende da atuação de sistemas meteorológicos, como frentes frias, áreas de baixa pressão e outros fenômenos atmosféricos.


