De acordo com o relatório policial, a vítima, que trabalha como estagiária, estava em uma praça consumindo bebidas alcoólicas com os autores antes de ser levada para a residência de um deles. No local, mesmo manifestando expressamente a ausência de consentimento, a jovem foi subjugada pelo grupo. Durante os abusos, um dos suspeitos iniciou uma transmissão na plataforma de vídeos utilizando uma legenda em tom de deboche.
A postagem viralizou, acumulando milhares de compartilhamentos, curtidas e comentários que, em grande parte, ridicularizavam a adolescente. Nos registros em áudio e vídeo, é possível ouvir a voz da garota, sons semelhantes a tapas e o responsável pela gravação agindo com naturalidade.
O caso foi formalmente denunciado no dia 11 de junho, quando a adolescente compareceu a uma delegacia acompanhada da mãe para registrar o boletim de ocorrência. Documentos da Polícia Civil apontam que, após o estupro, a vítima passou a sofrer intimidações e ameaças por parte dos agressores para não denunciar o caso, com os suspeitos mencionando, inclusive, uma eventual gravidez decorrente dos abusos.
As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra, que trata o caso como estupro de vulnerável e ameaça. Ao longo do processo investigativo, a vítima reconheceu todos os envolvidos sem hesitação, incluindo os três adolescentes — um deles com 16 anos confirmados. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada para comentar as atualizações do inquérito, mas ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre a prisão e a apreensão dos menores.
Fonte: TNOnline
Edição: Canal HP

