O italiano Mattia Maestri, de 13 anos, morreu após permanecer nove anos em estado vegetativo devido às complicações de uma infecção bacteriana associada ao consumo de queijo produzido com leite cru contaminado.
Mattia tinha quatro anos quando ingeriu o alimento contaminado pela bactéria Escherichia coli. Segundo as investigações, a contaminação teria ocorrido durante a coleta do leite, após um equipamento utilizado na produção entrar em contato com estrume.
A infecção provocou uma síndrome hemolítico-urêmica, condição grave que pode comprometer órgãos como os rins e o cérebro. O menino entrou em coma e não recuperou a consciência.
Durante os anos seguintes, Mattia permaneceu sob cuidados da família. Segundo o pai, Giovanni Battista Maestri, o filho necessitava de diversos medicamentos, perdeu a visão e apresentava crises epilépticas frequentes.
A família também questionou o atendimento médico prestado no início do quadro, alegando que a criança passou por uma cirurgia de apêndice antes da identificação da verdadeira causa do problema.
Os responsáveis pela empresa que produziu o queijo foram condenados por lesão corporal culposa, decisão posteriormente confirmada pela Suprema Corte da Itália. Uma pediatra também respondeu judicialmente por suposta omissão de socorro.
Com a morte do adolescente, os advogados da família avaliam pedir a reabertura do processo para que o caso seja investigado sob uma nova classificação criminal.
Após o episódio, o pai criou uma associação para alertar sobre os riscos do consumo de produtos derivados de leite cru, especialmente por crianças e pessoas mais vulneráveis a infecções.
Fonte: TNOnline
Edição: Canal HP

