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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Caso de esporotricose motiva alerta da Vigilância em Saúde em São João do Ivaí



A Vigilância em Saúde de São João do Ivaí divulgou orientações à população após informar um caso de esporotricose em um gato de rua no município. O objetivo é esclarecer os sinais da doença, orientar sobre a prevenção e evitar o abandono de animais.

O vídeo informativo foi elaborado pela médica veterinária Samara Ribeiro. “Esse vídeo não é para causar pânico. Ele é justamente para informar quais os sinais e sintomas, reconhecê-los e ficar em alerta”, explicou Samara.

A esporotricose é uma doença causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos. Nos gatos, os sinais incluem nódulos, vermelhidão e feridas que não cicatrizam. Os felinos merecem atenção especial pela elevada quantidade de fungos que pode estar presente nas lesões.

A transmissão de animais infectados para pessoas pode ocorrer por arranhaduras, mordidas e contato com secreções das feridas. Segundo o Ministério da Saúde, também existem outras formas de infecção, como ferimentos com espinhos ou lascas de madeira contaminados pelo fungo. 

A enfermeira Romi Néspolo, do setor de epidemiologia do município, orientou que pessoas com nódulos ou feridas suspeitas, especialmente após contato com um animal doente, procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A avaliação médica é necessária para investigar a lesão e indicar a conduta adequada. Para reduzir o risco entre os animais, a orientação é manter os gatos em casa, evitando o acesso à rua e o contato com outros felinos que possam estar infectados”, enfatizou. 

As profissionais reforçaram que animais com suspeita ou diagnóstico de esporotricose não devem ser abandonados. A doença tem tratamento e pode ser curada, com acompanhamento veterinário e cumprimento das orientações. 

Segundo Franciele Néspolo Marson Croti, da Vigilância Sanitária, diante de uma suspeita, o médico veterinário realiza a coleta de material para investigação. A Vigilância Sanitária faz a notificação e encaminha a amostra, por meio da referência regional em Ivaiporã, ao Laboratório Central para análise.

Outro cuidado destacado é não tentar capturar ou manipular sozinho um animal com feridas suspeitas. A recomendação é acionar a Vigilância em Saúde para receber orientações sobre como proceder com segurança e possibilitar o diagnóstico e o tratamento.

As profissionais ressaltaram que a informação e os cuidados adequados são fundamentais para proteger a população e os animais. Este caso foi descoberto pelo médico veterinário Urias Neto. Após os exames, o município foi notificado. 

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