O curso de Medicina Veterinária da Fatec Ivaiporã encerrou, nesta quinta-feira (3), a programação da VetConecta – Ciência, Prática e Inovação em Medicina Veterinária, com palestras e minicursos ministrados pelos médicos-veterinários Mário Ezequiel Gomes Bueno e Rafaeli Fagá Daniel.
A programação abordou temas como Inspeção de Produtos de Origem Animal (POA), Medicina de Grandes Animais, Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), além de métodos de avaliação clínica e contenção de pequenos ruminantes.
Durante a atividade, Mário Bueno destacou a relação entre saúde animal e saúde pública, especialmente em casos de zoonoses transmitidas por alimentos.
“Além dos riscos à saúde, problemas sanitários podem causar perdas econômicas aos produtores, inclusive por restrições à comercialização”, afirmou.
O médico-veterinário também explicou a atuação profissional no PNCEBT, que envolve diagnóstico, eliminação de animais positivos e vacinação contra a brucelose.
Segundo ele, nas propriedades rurais, medidas como aquisição de animais com condição sanitária conhecida, adoção de protocolos e cumprimento correto dos procedimentos ajudam a reduzir riscos ao rebanho e à produção de alimentos.
Mário Bueno também apresentou aos acadêmicos possibilidades de atuação profissional além do atendimento de cães e gatos.
Já Rafaeli Daniel abordou técnicas de aproximação, contenção e exame físico de ovinos e caprinos.
“O médico-veterinário deve observar a postura, o comportamento e a reação ao ambiente. Durante a aproximação, é necessário evitar movimentos bruscos, gritos e uso excessivo de força, que podem aumentar o estresse e o risco de acidentes”, explicou.
A médica-veterinária ressaltou que a contenção adequada contribui para a segurança do profissional, da equipe e do próprio animal.
Entre os sinais que exigem atenção estão isolamento do rebanho, apatia, perda de apetite, dificuldade para caminhar e alterações de comportamento.
A avaliação clínica também inclui frequência respiratória e cardíaca, temperatura corporal, coloração das mucosas, presença de secreções e possíveis alterações nas fezes, abdômen e cascos.
“Nenhum sinal deve ser analisado isoladamente. É preciso avaliar o animal para identificar alterações e direcionar corretamente o diagnóstico”, afirmou Rafaeli.
Ao final, o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Paulo Góes, avaliou positivamente a programação.
“A programação permitiu aos acadêmicos conhecer campos da Medicina Veterinária e compreender procedimentos que fazem parte da rotina profissional. Este era o resultado que esperávamos da Semana de Veterinária”, declarou.
Fonte: Assessoria da Fatec Ivaiporã
Edição: Canal HP

