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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

PSD pede cassação da chapa de Sergio Moro por suposto abuso de poder econômico


Uma ação apresentada à Justiça Eleitoral do Paraná pela coligação que reúne, entre outros partidos, o PSD pede a cassação da chapa de Sergio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, e de seu vice, Edson José de Vasconcelos. A acusação aponta suposto abuso de poder econômico envolvendo a utilização da estrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em benefício da candidatura.

Como primeiro desdobramento do processo, o corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Antonio Prazeres, determinou que a Fiep preserve documentos fiscais e contábeis relacionados a eventos realizados em 2024, 2025 e 2026. A medida é de caráter investigativo e não representa julgamento sobre a procedência das acusações.

A entidade deverá manter contratos, notas de empenho, comprovantes de pagamento e registros contábeis referentes aos Fóruns Regionais da Indústria de 2024 e 2025, à Expo+Indústria de 2026 e à Assembleia Geral Extraordinária realizada em 26 de agosto deste ano. A Fiep terá cinco dias após a intimação para informar quais documentos foram preservados, sob possibilidade de multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

Segundo a ação, Edson Vasconcelos presidiu a Fiep até março de 2026, quando se licenciou para disputar a Vice-Governadoria na chapa de Moro. Os autores sustentam que a estrutura da entidade teria sido utilizada anteriormente para ampliar a exposição pública dos dois políticos. Entre os episódios mencionados estão os Fóruns Regionais da Indústria realizados em 2025, dos quais Moro participou como convidado. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral.

Além da cassação dos registros de candidatura ou, caso haja diplomação, dos diplomas e mandatos, a ação pede a declaração de inelegibilidade por oito anos. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) é o instrumento previsto pela Justiça Eleitoral para apurar, entre outras hipóteses, possível abuso de poder econômico.

Em nota, a defesa de Sergio Moro afirmou que o candidato ainda não havia sido formalmente cientificado da ação e negou que os eventos da Fiep tenham sido utilizados para promover sua candidatura. Segundo a defesa, Moro participou das atividades na condição de senador e autoridade convidada, ao lado de representantes de diferentes setores e correntes políticas. Também afirmou que os fóruns faziam parte da programação institucional da entidade e tratavam de temas relacionados ao desenvolvimento do Paraná.

A defesa ressaltou ainda que a apresentação da ação não significa que as acusações estejam comprovadas. O processo seguirá para análise da Justiça Eleitoral.

Fonte: Justiça Eleitoral do Paraná

Edição: Canal HP

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