Atualmente, a instituição utiliza a avaliação somativa, baseada principalmente em provas e trabalhos acadêmicos. Com a proposta em discussão, outros aspectos da formação poderão ser considerados, como assiduidade, atitudes, relacionamento interpessoal e acompanhamento das atividades desenvolvidas em sala de aula.
Segundo o coordenador-adjunto do curso de Medicina, João Felipe Marques, as reuniões acontecem no encerramento do primeiro bimestre e têm como finalidade discutir metodologias de ensino, organização do trabalho dos professores e critérios de avaliação.
Nos dias 14, 15 e 17 de outubro, os docentes recebem orientações sobre as possibilidades de aplicação da avaliação formativa durante o segundo bimestre.
Proposta busca ampliar o acompanhamento dos estudantes
Uma das mudanças discutidas é oferecer aos acadêmicos a oportunidade de revisar as avaliações, compreender os erros cometidos e retomar os conteúdos em que apresentaram dificuldades.
A intenção é que o processo avaliativo não fique restrito às notas obtidas em provas e trabalhos, permitindo também o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes ao longo das disciplinas.
João Felipe Marques destacou que o conhecimento teórico continua sendo fundamental para a formação médica, mas ressaltou a importância de observar outros aspectos do comportamento acadêmico.
“Mas analisar como o aluno foi na prova e permitir que aprenda com o erro também é relevante. A relação interpessoal, assiduidade em sala de aula e o acompanhamento das disciplinas são tão importantes para a formação profissional quanto o conteúdo teórico”, explicou.
De acordo com o coordenador-adjunto, esses critérios estão relacionados às situações que os futuros médicos enfrentarão no exercício da profissão, especialmente no relacionamento com pacientes, colegas de trabalho e equipes de saúde, além do cumprimento de normas e responsabilidades.
Representantes dos alunos participam das discussões
As reuniões também contam com a presença de representantes discentes das três turmas de Medicina, permitindo que os estudantes acompanhem as orientações apresentadas aos professores.
Segundo João Felipe Marques, a participação dos acadêmicos contribui para dar transparência às discussões sobre os critérios de avaliação e possibilita que as informações sejam compartilhadas com os demais estudantes.
A proposta segue em discussão no colegiado e poderá complementar o modelo de avaliação atualmente utilizado no curso de Medicina da Fatec Ivaiporã.


