
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de São João do Ivaí, concluiu um inquérito que investigou um golpe contra um professor de Godoy Moreira. Uma mulher foi identificada e indiciada por estelionato mediante fraude eletrônica, apontada como responsável por ceder uma “conta laranja” para receber o dinheiro obtido com as chantagens.
Segundo a PCPR, a vítima iniciou conversas em uma rede social com um perfil que se passava por uma pessoa menor de idade. Posteriormente, um homem que se apresentou como advogado entrou em contato, alegando que a família do suposto jovem havia descoberto a troca de mensagens e fotos íntimas.
O falso advogado passou a exigir dinheiro sob ameaça de denunciar o professor por “pedofilia”. Também alegou que os valores seriam destinados ao ressarcimento de um celular ou notebook que o suposto adolescente teria quebrado durante uma crise psicológica.
Pressionada pelas chantagens, a vítima realizou uma transferência via Pix de R$ 5.520,00. A investigação rastreou o dinheiro e constatou que o valor foi creditado em uma conta do Mercado Pago vinculada à investigada.
Conforme a polícia, as informações fornecidas pelas instituições financeiras mostraram que a chave Pix, vinculada ao CPF da mulher, havia sido criada recentemente e que houve movimentação do valor transferido pelo professor.
Durante o interrogatório, a suspeita admitiu ter criado a conta, mas afirmou que não tinha acesso a ela e desconhecia o Pix. Segundo a PCPR, ela se recusou a apresentar extratos bancários para comprovar sua versão.
Diante disso, a Polícia Civil solicitou o afastamento do sigilo bancário. A documentação obtida por ordem judicial confirmou que o dinheiro foi enviado à conta criada pela investigada.
Ainda conforme a PCPR, durante o interrogatório, a mulher questionou: “Por que a vítima fez o Pix se sabia que era golpe?”. A suspeita é da região Nordeste do país.
A Polícia Civil ressaltou que a responsabilidade pelos golpes digitais é de quem pratica a fraude, e não da vítima. A instituição também reforçou a importância de medidas preventivas e indicou a leitura da Cartilha de Golpes da PCPR, disponível à população.

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